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Efeito T-Roc. Produção automóvel em Portugal cresce 22,7% em 2017

Foram produzidos 175 544 veículos em território português em 2017, um aumento de 22,7% relativamente a 2016. O grande culpado? O Volkswagen T-Roc.

Como era de prever, o T-Roc fez crescer a produção automóvel em Portugal. Em 2017, a Autoeuropa aumentou em 29,5% o número de unidades fabricadas e voltou a ultrapassar as 100 mil unidades — 110 256 mais precisamente.

Em 21 anos completos de produção só por oito vezes a fábrica da Volkswagen em Palmela não ultrapassou as 100 mil unidades. Regularmente representa cerca de 1% do PIB português, além de justificar a existência de muitas empresas de componentes que existem em Portugal.

novo Volkswagen t-roc portugal

Com o arranque da produção do T-Roc, a fábrica, que fez de Palmela um dos concelhos mais ricos do País, voltou aos melhores ritmos de produção. Dispõe, finalmente, de um modelo capaz de a fazer superar anualmente o seu melhor resultado, obtido em 1999, com 137 267 unidades.

Em 2017, a Autoeuropa produziu 76 618 novos Volkswagen e SEAT (33 638 Alhambras), prevendo-se que possa superar as 200 mil unidades no final de 2018.

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A segunda unidade fabril portuguesa com maior volume de produção automóvel fica em Mangualde. Nas instalações onde o último Citroën 2CV foi montado são atualmente feitos os modelos Berlingo (Citroën) e Partner (Peugeot), tanto nas versões de passageiros como de mercadorias.

Prestes a serem renovados, a fábrica do grupo PSA já produziu este ano 53 645 unidades, mais 8,5% do que no ano passado:

  • Peugeot Partner: 16 447 (-4,4%) dois quais 14 822 são versões comerciais
  • Citroen Berlingo: 21 028 (+15,7%) dos quais 17 838 são versões comerciais

Estes modelos representaram 30,6% da produção automóvel em Portugal.

No total, em Portugal foram fabricados oito modelos diferentes, alguns dos quais com características bastante especiais. Um deles é o Fuso Canter, construído nas antigas instalações da Mitsubishi no Tramagal, perto de Abrantes.

Depois de apresentar uma versão híbrida, no centro de Portugal são produzidas as únicas unidades Canter 100% elétricas na Europa. Daqui saem, para a Europa e EUA, os mercados principais, algumas dezenas de unidades eCanter alimentadas por baterias que garantem cerca de 100 km de autonomia.

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Este ano, nas mais diversas configurações e motores, saíram do Tramagal 9730 Fuso Canter, mais 45,6% do que em 2016. Incluindo 233 unidades pesadas, o Fuso Canter representou 5,5% do total da produção nacional.

Mais a norte, em Ovar, a Toyota deixou de produzir a Dyna, por razões ambientais, e passou a produzir uma versão anterior do Toyota Land Cruiser. Destinado a alguns mercados africanos, onde um motor a gasolina e a ausência de eletrónica são mais importantes do que questões de eficiência ou segurança, 1913 Land Cruiser já foram exportados este ano, mais 4,9% em relação a 2016.

Como é natural, dos 175 544 carros novos já fabricados este ano, apenas 7155 ficaram em Portugal.

As exportações (168 389 unidades) representam 95,9% e os principais mercados continuam a ser a Alemanha e a Espanha, enquanto o mercado chinês já absorve 9,4% da produção, quase tanto como França e Reino Unido.

Estas são as tabelas completas da produção automóvel em Portugal.

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