Técnica

PSCB. Tudo o que (eventualmente…) desconheces sobre os novos travões da Porsche

A Porsche pode não acertar com a posição do motor do 911 (aquela piada fácil...), mas no que concerne à capacidade de travagem a Porsche não está para brincadeiras. Hoje vamos desvendar os segredos dos travões PSCB.

Capacidade de travagem. É uma das qualidades mais reconhecidas aos modelos da marca de Estugarda. Historicamente a Porsche sempre foi reconhecida pela capacidade de travagem dos seus carros.

Se quiséssemos contar pelos dedos das mãos o número de vitórias que a Porsche já alcançou graças ao poder de travagem dos seus carros, seria necessário juntar centenas de pessoas — ou centenas de mãos se preferirem.

O Porsche Cayenne é o primeiro modelo a recorrer a travões PSCB.

Naturalmente, todo esse know-how adquirido na competição tem sido aplicado na produção dos desportivos (911 e 718) e também dos SUV’s (Cayenne e Macan) da marca alemã — hoje a Porsche produz mais SUV’s do que desportivos. Dá para acreditar?

Pois bem, o novo Porsche Cayenne é um dos modelos que mais recentemente beneficiou desse conhecimento oriundo da competição — e não, não é conversa barata. Quando se equipa um veículo de mais de duas toneladas com mais de 500 cv, parar de forma eficaz, constante e rápida deixa de ser algo «simples» para transformar-se num desafio de engenharia complexo.

Agora há uma alternativa. Chama-se PSCB

Até agora, quem queria um Porsche Cayenne com um sistema de travagem capaz de abrandar um petroleiro tinha obrigatoriamente de optar por uns travões cerâmicos PCCB (Porsche Ceramic Composit Brake).

Estes travões PCCB são 50% mais leves que os sistemas convencionais em aço, resistem melhor à fadiga e duram mais tempo. Problema… custam mais de 10 000 euros e não funcionam tão bem em condições climatéricas adversas.

Agora há uma alternativa. O nome não é muito apelativo: PSCB (Porsche Surface Coated Brake), mas o conceito é muito interessante.

Neste corte transversal é possível ver a dupla composição dos travões PSCB.

Os travões PSCB recorrem a rotores (vulgo, discos) com o centro em aço. O «novo truque» está na superfície de travagem. A Porsche conseguiu unir o aço a uma liga de carboneto de tungsténio. Porquê carboneto de tungsténio? Porque têm uma durabilidade 30% superior aos discos convencionais. Na prática os PSCB reunem o melhor de dois mundos: os custos controlados dos travões de aço e a eficácia dos travões em carbono. Apetece-me verter uma lágrima por ver a Porsche preocupada com a nossa carteira…

Estes travões são de série no Porsche Cayenne Turbo e surgem como opção nas restantes versões, por uns simpáticos 3 075 euros. Como curiosidade, vale a pena dizer que os rotores ganham um acabamento brilhante ao fim de algumas centenas de quilómetros. Segundo a Porsche, é uma questão de tempo até vermos os PSCB aplicados noutros modelos.

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