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Hyundai Santa Fe. Concluir uma expedição com mais de 100 anos

"Não existe maior viagem do que a perseguição de um sonho", disse um dia Sir Ernest Shackleton. Esta é a história de um homem que um dia sonhou atravessar uma das zonas mais inóspitas do planeta.

Como todas as histórias, esta também tem um início que remonta há mais de 100 anos. O herói desta história é Sir Ernest Shackleton, intrépido aventureiro e explorador irlandês que tinha um sonho: atravessar por terra a Antártida, o território mais frio e seco do planeta.

O Pólo Sul já tinha sido conquistado em 1911, mas para Sir. Shackleton faltava ainda uma travessia transcontinental, de mar a mar, cruzando o pólo. “É a derradeira aventura exploratória na Terra”.

Os preparativos

Os preparativos iniciaram-se em 1913 para a então apelidada Expedição Imperial Trans-Antártica. Shackleton precisava de uma equipa para esta aventura e publicou pequeno anúncio de jornal com os seguintes requisitos:

Ernest Shackleton
(anúncio original)

Procuro espíritos audazes para viagem arriscada. Salário baixo, frio intenso, longos meses de completa escuridão, perigo constante; regresso seguro não garantido; honra e reconhecimento em caso de sucesso.

Desafiante, no mínimo.

Hyundai Santa Fe - Expedição Endurance
Mais de 100 anos depois, é de Hyundai Santa Fe que esta aventura teve o seu derradeiro capítulo.

O início da aventura

Não faltaram respostas ao anúncio, e depressa foi encontrada a equipa que iria levar a cabo esta intrépida expedição. Shackleton e os seus homens partiram em 1914 mas nunca chegaram a terminar a expedição.

Tal como havia prometido, a expedição depressa se transformou numa épica batalha de resistência e sobrevivência.

Os primeiros contratempos

O barco que transportava Shackleton e os seus homens chamava-se Endurance e nunca chegou ao destino. A viagem foi travada pelo gelo, já nas águas do antártico, ficando imóvel em janeiro de 1915.

E assim permaneceu, à deriva juntamente com o gelo, até outubro desse mesmo ano. Não por se ter soltado, mas porque o casco cedeu à força esmagadora do gelo. O Endurance demorou um mês até afundar totalmente.

Ernest Shackleton
O navio Endurance e Ernest Shackleton. Apenas um sobreviveu.

Com este desaire, a expedição para atravessar a Antártida transformou-se repentinamente numa história de sobrevivência para Shackleton e para os 27 homens que o acompanharam.

Missão: sobreviver

Acampados no gelo, com tudo o que puderam retirar do Endurance, incluíndo botes salva-vidas, só alcançariam terra já durante o ano de 1916, e só seriam definitivamente socorridos apenas no verão desse mesmo ano. Dos 28 homens que iniciaram a expedição, três acabaram por perder a vida.

Ernest Shackleton
A equipa de Sir Ernest Shackleton junto Endurance, ainda encalhado.

Re-batizada de Endurance — não só como menção ao barco, mas sobretudo à resistência dos homens que fizeram parte dela — a expedição original de atravessar por terra a Antártida nunca chegou a ser concluída. Fim da história? Nem por isso.

Mais de 100 anos depois…

… a oportunidade surgiu. A Hyundai defende por princípio que as pessoas devem poder ir de automóvel a qualquer lugar e em qualquer altura. Deve ser esse um dos desígnios do automóvel: oferecer mobilidade, segurança e conforto.

A marca coreana — ainda que na Europa tenha sotaque alemão — encontrou história heróica de Sir Ernest Shackleton o ponto de partida ideal para demonstrar precisamente isso. Como? É isso que vamos ver de seguida.

Um desafio para homens e máquinas

Foi Patrick Bergel, bisneto de Sir Ernest, com o apoio da Hyundai, que conseguiu terminar a expedição que o seu bisavô iniciou.

Sim, podemos afirmar que os meios de 2016 são totalmente distintos de 1916, mas a Antártida continua a ser um obstáculo tão desafiante agora como há mais de 100 anos. Um desafio exigente tanto para homens como para máquinas.

Rota planeada para a expedição de 2016
A rota planeada segue os passos da rota original de Shackleton, iniciando-se no Campo Union, seguindo por Thiels Corner, Pólo Sul, Costa Amundsen Coast e por fim McMurdo.

A expedição da Endurance tinha de ser concluída. Sir Ernest Shackleton ficou a 30 dias de concluir o seu objectivo. Foi esse o tempo dado a Patrick Bergel para garantir a travessia por terra da Antártida seguindo a mesma rota da expedição original.

Tal como há mais de 100 anos, a preparação demoraria um ano. Nada pode ser deixado ao acaso para atravessar, com sucesso, o continente antártico e os seus desafios extremos.

Conseguiria um veículo de produção resistir à Antártida?

O desafio nesta travessia passou por usar um automóvel de produção para atacar as condições extremas da Antártida. A Hyundai depositou total confiança no seu Santa Fe, o conhecido SUV da marca coreana.

Condições extremas.

No passado, mesmo até no início da era automóvel, eram organizadas corridas de resistência para provar a superioridade dos automóveis face à concorrência. Nem sempre o mais rápido é o vencedor, mas sim aquele que chega ao fim.

Um princípio que continua a ser tão verdade agora como na altura. E que melhor forma de demonstrar a durabilidade e resiliência de um automóvel do que obrigá-lo a enfrentar condições extremas que dificilmente nos depararíamos no nosso dia-a-dia?

Praticamente de origem

Para progredir sobre o gelo e a neve com temperaturas de -30º e com elevações de até 3000 metros, o Hyundai Santa Fe teve de sofrer algumas alterações.

Hyundai Santa Fe - Expedição Endurance
Fotografia para a posteridade.

Visivelmente, a mais óbvia são as novas jantes e pneus de dimensão XXL, perfeitamente adaptadas ao tipo de piso que o Santa Fe teria de lidar. Rodas que obrigaram a alterações na suspensão e carroçaria, para que o Santa Fe as pudesse acomodar. Ficou definitivamente com aspeto de… conquistador.

No entanto, aparte o chassis, os órgãos mecânicos permaneceram de série. Foi apenas adicionado um aquecedor para o motor — garantindo o arranque mesmo a 30 graus negativos —, e o depósito de combustível cresceu substancialmente (não há muitas bombas de combustível naquela área…).

Uma homenagem que atravessa gerações

Poucos foram os automóveis que conseguiram superar esta prova, e o Hyundai Santa Fe foi um deles, apenas com as mudanças estritamente necessárias. No entanto, é importante referir outra mudança. Esta, com um carácter mais simbólico.

Patrick Bergel, bisneto do grande responsável por esta aventura, assumiu os comandos do Hyundai Santa Fe, mas não esqueceu a memória dos homens que o seu bisavô salvou. Como podemos ver, a carroçaria do Santa Fe foi preenchida com os nomes de todos os tripulantes da Expedição Endurance. Seria justo que estivessem presentes de alguma forma na conclusão de tão longa viagem.

Hyundai Santa Fe - Expedição Endurance
Isto sim é frio.

Mas não se ficou por aqui. Os descendentes destes tripulantes contribuíram com mensagens que também preencheriam a carroçaria do Santa Fe. Derradeiramente, se Shackleton não tivesse salvo os seus tripulantes não haveria descendentes para testemunhar este momento.

Finalmente cumpri o sonho de 100 anos com uma viagem de ida e volta de 5800 km, 30 dias, um ano de preparação e 100 anos de espera, transcendendo os limites do tempo e espaço.
Patrick Bergel
Hyundai Santa Fe - Expedição Endurance
Fim.
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