Baterias sólidas são o futuro

Toyota. Motores de combustão interna acabam até 2050

Diz quem (à partida) sabe: segundo o diretor de desenvolvimento da Toyota, os motores de combustão desaparecerão até 2050. E nem os híbridos escapam!

Desenganem-se os empedernidos, chorem desde já os saudosistas: os motores de combustão interna, que tantas e tão boas alegrias deu ao longo das últimas décadas, tem desde já morte anunciada, para 2050. Garante-o quem sabe, ou, pelo menos, parece saber – o diretor do departamento de pesquisa e desenvolvimento da Toyota, Seigo Kuzumaki. Para quem nem mesmo os híbridos escaparão à razia!

Toyota RAV4

A previsão, feita quiçá em jeito de aviso, por Kuzumaki, foi proferida em declarações à britânica Autocar, com o responsável nipónico a revelar que a Toyota acredita que todos os motores de combustão desaparecerão até 2050. Sendo que, até mesmo os híbridos, não serão mais que 10% dos carros, a partir de 2040.

“Nós acreditamos que, por volta de 2050, teremos de lidar com uma redução nas emissões de CO2, da parte dos veículos, na ordem dos 90%, face a 2010. Sendo que, para alcançar um tal objetivo, vamos ter de abandonar os motores de combustão interna, a partir de 2040. Ainda que alguns motores do género possam continuar a servir de base para alguns híbridos e híbridos plug-in”
Seigo Kuzumaki, Diretor do Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento da Toyota

Nova família de elétricos Toyota chega em 2020

Recorde-se que a Toyota já vende, actualmente, certa de 43% de veículos eletrificados em todo o mundo — este ano atingiu o marco de 10 milhões de híbridos vendidos desde 1997. Com o Prius a cotar-se como o modelo da marca nipónica com maior aceitação, sendo mesmo, hoje em dia, o veículo eletrificado de maior sucesso em todo o mundo, já tendo transacionado mais de quatro milhões de unidades desde o seu lançamento há 20 anos (em 2016, foram vendidos quase 355 mil Prius no planeta).

Toyota Prius PHEV

Já a proposta 100% elétrica que mais vende em todo o mundo, o Nissan Leaf, ronda, segundo a Autocar, as 50 mil unidades por ano.

Futuro é elétrico, com baterias de estado sólido

De referir ainda que o construtor de Aichi tem planos para começar a vender toda a uma família de veículos 100% elétricos, já a partir de 2020. Sendo que, embora os modelos iniciais possam surgir equipados com as já tradicionais baterias de iões de lítio, anunciando autonomias na ordem dos 480 quilómetros, o objetivo é equipar estes veículos com aquele que promete ser o próximo passo em termos de baterias – as baterias de estado sólido. Um cenário que deverá acontecer ainda nos primeiros anos da próxima década de 20.

As vantagens das baterias de estado sólido, além de serem mais pequenas, prometem ser mais seguras, oferecendo, ao mesmo tempo, uma performance substancialmente melhor que as soluções de iões de lítio.

Toyota EV - elétrico

“Nós já detemos, atualmente, mais patentes relativas à tecnologia das baterias de estado sólido, do que qualquer outra companhia”, afirma Kuzumaki. Garantindo que “estamos cada vez mais perto de vir a fabricar automóveis com esta tecnologia, sendo que também acreditamos que vamos conseguir fazê-lo primeiro que os nossos rivais”.

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