Nürburgring

Opel Insignia GSI mais rápido 12 segundos que Insignia OPC no Nürburgring

O novo Opel Insignia GSI demonstra a eficácia das suas soluções ao conseguir ser mais rápido que o anterior Insignia OPC no "inferno verde".

A sigla GSI está de regresso à Opel através do Insignia e promete não se ficar apenas por um nível de equipamento ou opções cosméticas. É uma máquina mais exigente e eficaz, ou como a marca refere, um “instrumento de precisão”. E os resultados estão à vista, com a Opel a não se coibir de comparar o mais “modesto” Insginia GSI com o antecessor, o Insignia OPC.

Muito se fala sobre o circuito de Nürburgring e nos seus recordes. Mas quando noticiamos a queda de mais um recorde, é praticamente garantido que será com uma máquina mais potente que aquela que o detinha. No caso do Insignia a história é outra.

Senão vejamos: o novo Insignia GSI traz um motor de quatro cilindros em linha, com 2.0 litros de capacidade e turbo, o que resulta em 260 cv e 400 Nm – um valor mediano, considerando até os hot hatch do segmento abaixo. O Insignia OPC, por outro lado, trazia artilharia mais pesada. Por baixo do capot encontrávamos um V6 com 2.8 litros, turbo, com 325 cv e 435 Nm. Ambos com tração integral e com caixa automática – de oito velocidades no GSI e seis no OPC (também estava disponível com caixa manual). Vitória garantida para o OPC, certo?

Opel Insignia GSI

Potência não é tudo

O circuito alemão é rápido, logo os 65 cv a mais do OPC deveriam garantir, teoricamente, uma vantagem. Mas a verdade é que o novo Insignia GSI conseguiu ser mais rápido que o OPC em 12 segundos no “inferno verde”! Como é que é possível?

Resumidamente, eficácia e peso são o nome do jogo. Começando pelo fim, a nova geração do Opel Insignia reduziu o seu peso em 160 kg relativamente ao antecessor, ingrediente fundamental para potenciar a performance e capacidades dinâmicas.

A eficácia superior provém das soluções tecnológicas empregues. O sistema de tração às quatro rodas permite vetorização de binário, controlando de forma independente a velocidade de rotação de cada roda, eliminando a indesejada subviragem. O sistema de travagem foi majorado: provém da Brembo e é composto por discos de 345 milímetros de diâmetro, com pinças de quatro êmbolos. As rodas de 20 polegadas trazem com elas pneus Michelin Pilot Sport 4 S.

E claro, o chassis. Denominado FlexRide trata-se de um chassis mecatrónico. Apresenta vários modos de condução, mudando os parâmetros de funcionamento dos amortecedores, da direção, do pedal do acelerador e da caixa de oito velocidades. A suspensão é pilotada, ou seja, a pressão dos amortecedores é continuamente ajustada em função do tipo de condução e estrada. Para rematar as molas são mais curtas, reduzindo a altura ao solo em 10 mm.

Opel Insignia GSI
O Insignia GSi ficou extremamente preciso graças à configuração do chassis, à excelente suspensão pilotada e à sofisticada transmissão integral. E, naturalmente, o baixo peso do automóvel desempenha também um papel importante nesta equação. Os resultados falam por si. Consigo completar uma volta ao Nordschleife em cerca de menos 12 segundos do que com o antigo OPC, que era mais potente. Nas secções mais exigentes, com curvas mais pronunciadas ou piso mais escorregadio - isto é, quando o automóvel precisa de reagir de forma especialmente ágil e precisa - o GSi é claramente mais rápido e fácil de controlar.
Volker Strycek, Diretor de Performance Cars e Motor Sport da Opel

O Opel Insignia GSI prova que potência não é tudo. Mas mesmo assim não haverá espaço para um sucessor direto do OPC, com V6, acontecer? Não nos esqueçamos que os Insignia vendidos nos EUA (Buick) e Austrália (Holden) têm uma motorização V6.

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