Salão de Frankfurt 2017

Novo Citroën C5 só em 2020. Vale a pena esperar?

A pouco e pouco, a marca francesa está a ser reabilitada. Em 2020 chega ao mercado o Citroën C5. O derradeiro Citroën moderno?

Depois de alguns anos à deriva em termos de alinhamento de gama, a Citroën parece ter encontrado novamente um rumo.

Esse novo rumo aposta claramente numa diferenciação face à concorrência, em particular face à concorrência interna, leia-se: Peugeot e Opel (recentemente adquirida pelo Grupo PSA).

2017 Citroën C5 Aircross
Interior do Citroën C5 Aircross. A versão berlina deverá partilhar alguns elementos.

Neste novo rumo, a Citroën deixou de correr atrás das referências alemãs (essa missão ficou a cargo da Peugeot) e está a trilhar o seu próprio caminho em função de princípios que já nortearam a marca no passado: conforto e design.

Pelo meio, a recordar o desnorte, há memória de alguns modelos menos inspirados.

O fim do Citroën C5

Terminado o tumulto que foi a desanexação e autonomização da DS face à Citroën em 2014, a marca francesa está agora a começar a preencher os “espaços vazios” criados por este divórcio.

Lançado em 2009, o Citroën C5 foi produzido junho deste ano.

Um desses espaços vazios chama-se Citroën C5. Modelo deixou de ser produzido no passado mês de junho, tal como escrevemos aqui.

Agora, à margem do Salão de Frankfurt, Linda Jackson, CEO da Citroën veio falar do seu sucessor.

O renascimento do Citroën C5

De acordo com esta responsável vamos ter de esperar até 2020 para conhecer o novo Citroën C5.

Um modelo que irá recorrer à plataforma do Grupo PSA dedica aos modelos do segmento D. Apesar de usar a mesma plataforma de outros modelos da PSA, o novo C5 terá tecnologia exclusiva da Citroën.

Lembram-se do volante de centro fixo?

Uma dessas tecnologias exclusivas da Citroën, será o novo sistema de suspensão – ver aqui – que substituirá o dispendioso e complexo sistema hidropneumático que conhecemos até agora. Esta garantia foi dada pela voz da própria Linda Jackson.

Vale a pena esperar?

Para os aficionados da marca a resposta é sim. Com um estratégia adaptada aos tempos modernos (que não é do agrado de todos), a marca francesa parece ter feito um “back to basics”.

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O design voltou a ser arrojado e a tecnologia empregue nos seus modelos voltou a apostar no conforto e na diferenciação. O novo Citroën C5, caso se mantenha fiel a esta linha, poderá representar a derradeira interpretação da Citroën do século XXI.

Até lá, aqueles que desejarem um Citroën maior vão ter o SUV C5 Aircross disponível já em 2018.

2017 Citroën C5 Aircross

Um caminho muito discutido

Há quem torça o nariz à nova Citroën, relembrando os tempos dos DS.

Faróis amarelos. Sabem porquê?

Uma época em que a marca francesa estreava tecnologias que pareciam à frente do seu tempo. Faróis direcionais, suspensão pneumática, vidros elétricos, design futurista e tantos outros detalhes vanguardistas fizeram da Citroën uma marca de culto no velho continente.

A NÃO PERDER: Porque é que os carros franceses usavam faróis amarelos?

Esquecendo os modelos de luxo, esta Citroën parece mais próxima de modelos como o 2CV, adoptando uma filosofia mais jovem e urbana. Foi a opção certa? Os resultados de vendas do Citroën C6 dizem que sim.

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