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Citroën diz adeus à suspensão hidropneumática com o fim do Citroën C5

O fim de produção do Citroën C5 acaba por ser um momento com maior significado do que seria natural. Conhece aqui as razões.

A produção do Citroën C5 chegou ao fim. Produzido na fábrica de Rennes, em França, esta geração do Citroën C5 manteve-se em produção durante 10 anos, num total de 635 mil unidades. A última unidade a ser produzida, uma carrinha Citroën C5 Tourer, tinha como destino o mercado europeu.

2011 Citroën C5 Tourer

E este simples e natural evento acaba por ter mais significância do que aparenta. Não só a Citroën perde a sua última grande berlina, não existindo um sucessor imediato para o C5, como desaparece com ele a lendária suspensão hidropneumática.

O fim do «tapete voador»

A história da Citroën está intrinsecamente ligada à suspensão hidropneumática. Foi em 1954 que vimos a primeira aplicação deste tipo de suspensão, no eixo traseiro do Citroën Traction Avant. Mas seria um ano depois, com o futurista Citroën DS, que veríamos todo o potencial desta nova tecnologia.

A marca do duplo chevron nunca parou de a desenvolver, culminando com a Hydractive III+ do C5.

Ainda hoje, a suspensão hidropneumática continua a ser uma referência no que toca a estabilidade, conforto e capacidade de absorção de irregularidades. A expressão «tapete voador» nunca foi tão bem empregue. Os elevados custos desta solução são a principal razão para o seu fim. Mas há esperança.

A Citroën apresentou o ano passado um novo tipo de suspensão que promete devolver o conforto perdido com o recurso a suspensões convencionais. E finalmente ganhou um nome com a apresentação do C5 Aircross: Progressive Hydraulic Cushions.

Conhece-as ao pormenor aqui.

Continuará a haver grandes berlinas da Citroën?

Com o fim do C5, a Citroën também perde a sua última grande berlina, que funcionava, igualmente, como o seu topo de gama. Papel que herdou após o fim do intrigante Citroën C6. Não ser substituído automaticamente por uma nova geração levanta questões sobre a viabilidade desta tipologia. E não é só na marca francesa. O segmento onde o Citroën C5 se insere tem estado em declínio praticamente contínuo neste século.

Em contraponto ao declínio das grandes berlinas familiares observamos a ascensão dos SUV e dos crossover. A Citroën não é estranha à mudança no mercado e, recentemente, deu a conhecer o C5 Aircross. Apesar do nome, situa-se um segmento abaixo do C5, concorrendo com o Peugeot 3008, Nissan Qashqai ou Hyundai Tucson.

2017 Citroën C5 AircrossHaverá, futuramente, uma grande berlina da marca francesa, herdeira de modelos como o DS ou o CX? A própria Citroën respondeu a essa mesma questão com a apresentação do concept CXperience no Salão de Paris em 2016. Segundo os últimos rumores, do concept poderá derivar um modelo de produção no final desta década.

Mas se na Europa esta tipologia está em decadência, na China ainda prospera, apesar da popularidade crescente dos SUV. O Citroën C5 continuará a ser vendido (e produzido) no mercado chinês, tendo conhecido recentemente uma atualização. Mas não terá suspensão hidropneumática.

 

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