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Volkswagen: “No novo mundo o nosso rival é a Tesla”

Existe um novo mundo lá fora. Um mundo onde a gigante Volkswagen vê a pequena Tesla como um dos seus principais rivais... e inspiração.

As voltas que o mundo dá. A Tesla continua a ser uma (já não tão) pequena startup norte-americana, considerada não muito mais que uma nota de rodapé até há poucos anos. Continua a ter um enorme apetite por recursos financeiros, mas ainda sem capacidade de gerar os seus, mas tem uma valorização em bolsa capaz de fazer corar impérios empresariais.

Do outro lado temos o maior construtor de automóveis mundial e só considerando a marca Volkswagen, são quase seis milhões de automóveis vendidos no ano passado.

E é através do seu diretor executivo, Herbert Diess, numa entrevista a uma publicação interna – Inside -, que ficamos a saber que o gigante alemão olha para o pequeno americano como inspiração para melhorar o âmago do seu negócio.

No velho mundo são a Toyota, Hyundai e os construtores franceses. No novo mundo é a Tesla.

Herbert Diess, CEO da Volkswagen

A dimensão da Tesla não faz juz ao impacto que provocou na indústria automóvel. A sua ambição de produzir em massa carros elétricos é, hoje, uma ameaça à competitividade dos construtores de automóveis estabelecidos.

A Tesla tem bons motores elétricos e baterias, uma rede de postos de carga rápida, tecnologia para condução autónoma, conectividade (internet) e uma nova abordagem para a distribuição de automóveis. Metade dos engenheiros da Tesla são especialistas em software, uma proporção bastante superior à que existe na Volkswagen.

“A Tesla está no grupo de rivais que tem competências que correntemente não possuímos”

Declarações de Diess que continuou afirmando que é por isso que precisam de melhorar significativamente. A comparação com a Tesla é deliberada e o objectivo é não só alcançá-los como ultrapassá-los.

Estas declarações seriam impossíveis de se lerem não há tanto tempo assim. Consequências do Dieselgate? Certamente. Tanto a marca como o grupo passam ainda por um processo de reflexão interna que está a levá-los numa direção distinta. Tanto a nível dos futuros produtos – 30 modelos elétricos até 2025 -, como nos processos operacionais internos.

Se a marca alemã está a reinventar-se, a Tesla, por outro lado, está a dar um passo colossal com o lançamento do Model 3. O prometido elétrico acessível da marca transformará a pequena Tesla em algo de muito maior dimensão. Caso os planos corram como previsto, a marca crescerá das quase 85 mil unidades vendidas em 2016 para mais de meio milhão em 2018. Os riscos são elevados.

O que é inegável, independentemente do sucesso ou do falhanço que possa acontecer, é o impacto da Tesla. Muito pode ser aprendido com a jovem marca e estas declarações de Herbert Diess vão precisamente nesse sentido.

 

Sabes responder a esta?
Um dos futuros rivais do Tesla Model S atingiu cerca de 378 km/h de velocidade máxima. Como se chama?
Não acertaste.

Mas podes descobrir a resposta aqui:

Lucid Air. Rival do Tesla Model S atinge 378 km/h

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