Volkswagen apresenta sistema micro-híbrido para o 1.5 TSI Evo. Como funciona?

O Simpósio Internacional de Motores de Viena foi o palco escolhido pela Volkswagen para as suas últimas novidades em termos tecnológicos.

Este ano, a Volkswagen levou até Viena uma série de tecnologias focadas na poupança de combustível e na redução de emissões. Entre as várias soluções apresentadas, destaca-se a electrificação parcial e total do grupo motriz – a grande tendência para os próximos anos – assim como a apresentação de nova motorização a gás natural.

Desligar o motor em andamento para poupar combustível

Entre as novidades, o maior destaque foi a apresentação de um sistema micro-híbrido associado ao motor EA211 TSI Evo. Este sistema permite adicionar uma função denominada Coasting-Engine Off. Basicamente, esta função permite que o motor de combustão interna desligue-se em andamento quando desaceleramos.

EA211 TSI Evo

Como sabem, para manter uma determinada velocidade nem sempre é necessário usar o acelerador – em estradas planas ou em descidas. O velho «truque» de retirar o pé do acelerador e colocar a transmissão em ponto morto para poupar combustível vai passar a ser feito de forma automática pelo próprio motor. Segundo a marca, isto pode significar uma poupança de até 0.4 l/100 km. O sistema permanece ativo até velocidades de 130 km/h.

ESPECIAL: A Volvo é conhecida por construir automóveis seguros. Porquê?

O sistema é constituído pelo motor 1.5 TSI Evo, a caixa de velocidades de dupla embraiagem DQ200 DSG e uma bateria de iões de lítio. A presença de mais uma bateria serve o propósito de continuar a fornecer energia aos sistemas presentes no automóvel – direção elétrica, ar condicionado, iluminação, etc. -, enquanto o motor se encontra desligado.

Este sistema acaba por ser de baixo custo, já que é baseado no sistema elétrico de 12 volts que já equipa o automóvel. Sistemas de 48 volts, associados a semi-híbridos, permitem funções mais avançadas, mas também acarretam custos superiores. A disponibilidade deste sistema micro-híbrido acontecerá já este verão, com o início de comercialização do Volkswagen Golf TSI Bluemotion.

CNG, combustível alternativo

A outra novidade apresentada no Simpósio refere-se  ao motor de três cilindros 1.0 TGI de 90 cv preparado para funcionar tanto a gasolina como CNG (Gás Natural Comprimido). Deixemos a palavra a Wolfgang Demmelbauer-Ebner, o diretor de desenvolvimento de motores a gasolina na Volkswagen:

Devido à sua composição química, gás natural como combustível, mesmo proveniente de fontes fósseis, já diminui emissões de CO2. Se, no entanto, for produzido de uma forma sustentável, como por exemplo, biometano derivado de desperdícios agrícolas, quando olhado numa perspectiva do ciclo de vida , permite uma forma de mobilidade que produz muito menos CO2.

Um dos factores principais durante o seu desenvolvimento foi o tratamento dado ao metano no sistema de escape. De modo a reduzir as emissões, mesmo a frio, a marca criou um sistema que permite colocar rapidamente o conversor catalítico não só à sua temperatura ideal de funcionamento, como o mantém nesse ponto.

Volkswagen 1.0 TGI

Para tal acontecer, quando em baixa carga ou enquanto o motor ainda não atingiu a sua temperatura normal de funcionamento, dois dos três cilindros funcionam com uma mistura de ar-combustível rica e o terceiro com uma mistura pobre. Um dos componentes importantes desta tecnologia é a sonda lambda, que atinge a sua temperatura ótima, de forma elétrica, em apenas 10 segundos.

Este propulsor será estreado no novo Volkswagen Polo, que será conhecido no salão de Frankfurt, que ocorre em setembro. De resto, a Volkswagen levou ao Simpósio Internacional de Motores de Viena o atualizado e-Golf, modelo que se apresenta com argumentos renovados em termos de autonomia.

Segue a Razão Automóvel no Instagram e no Twitter

Mais artigos em Notícias