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A Lotus foi comprada pela chinesa Geely. E agora?

A compra da Lotus pela Geely deixa os amantes da marca com expectativas elevadas. Conseguirá operar uma transformação na marca britânica como fez na Volvo?

A indústria automóvel sempre em movimento. Se este ano já apanhámos o “choque” de ver a Opel ser comprada pelo grupo PSA, após quase 90 anos sob a tutela da GM, as movimentações na indústria prometem não acabar aqui.

Cabe agora à chinesa Geely, a mesma que em 2010 adquiriu a Volvo, fazer as manchetes. A empresa chinesa adquiriu 49,9% da Proton, já a DRB-Hicom, que detinha a marca malaia na totalidade, fica com os restantes 50,1%.

O interesse da Geely na Proton é fácil de compreender, tendo em conta a presença sólida da marca nos mercados do sudeste asiático. Além do mais, a Geely referiu que o acordo permitirá mais sinergias em pesquisa, desenvolvimento, produção e presença no mercado. Previsivelmente é de esperar que a Proton passe a aceder às plataformas e motorizações da Geely, incluindo a nova plataforma CMA que está a ser desenvolvida em conjunto com a Volvo.

Porque é que estamos a dar destaque à Proton, quando o título refere a compra da Lotus?

Foi a Proton que, em 1996, comprou a Lotus a Romano Artioli, na altura também proprietário da Bugatti, antes de esta ter passado para as mãos da Volkswagen.

A Geely, neste acordo com a DRB-Hicom, não só ficou com uma participação na Proton, como passou a ser o accionista maioritário na Lotus, com uma quota de 51%. A marca malaia procura agora compradores para os restantes 49%.

2017 Lotus Elise Sprint

A marca britânica parece ter fundações mais sólidas, principalmente desde a chegada do atual presidente, Jean-Marc Gales, em 2014. Os resultados refletem-se na obtenção de lucros pela primeira vez na sua história no final do ano passado. Com a entrada em cena da Geely, surge a esperança de que consiga com a Lotus o que conseguiu com a Volvo.

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A Lotus já vivia um momento de transição. Financeiramente mais estável, assistimos a uma evolução regular dos seus produtos – Elise, Exige e Evora – e já trabalhava num sucessor 100% novo para o veterano Elise, a ser lançado em 2020. Sem esquecer o acordo com a também chinesa Goldstar Heavy Industrial, que resultará num SUV para o mercado chinês no início da próxima década.

De que forma a entrada da Geely afectará os planos em marcha é algo que deveremos ficar a saber durante os próximos meses.

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