Suzuki Swift em Genebra. Todas as novidades do utilitário nipónico

A Suzuki acaba de revelar o novo Swift. O modelo mais vendido da marca nipónica apresenta um estilo familiar, mas é totalmente novo.

A Suzuki tem no Swift um dos seus modelos vitais, com mais de 5,3 milhões de unidades vendidas desde 2004. Como tal, a marca japonesa não se retraiu no desenvolvimento da nova geração do seu popular modelo, a começar pela plataforma, de nome Heartect, estreada pelo Suzuki Baleno e que servirá todos os modelos da marca no segmento A e B. Esta plataforma é peça fundamental para definir o novo Swift, pois focou uma série de pontos perfectíveis do antecessor, nomeadamente o packaging e o peso total.

2017 Suzuki Swift em Genebra

O novo Suzuki Swift é mais curto 10 mm (3,84 m), mais largo 40 mm (1.73 m), mais baixo 15 mm (1.49 m) e a distância entre eixos é maior em 20 mm (2.45 m). A capacidade da bagageira cresceu de 211 para 254 litros, e os ocupantes traseiros têm mais 23 mm de espaço tanto em largura como altura. Constata-se o melhor aproveitamento de espaço da plataforma.

Uma das maiores vantagens da plataforma Heartect é precisamente o peso. Os modelos derivados desta nova plataforma, como o Baleno e o Ignis, são surpreendentemente leves, e o novo Swift não é exceção. O Suzuki Swift mais leve pesa apenas 890 kg, uns impressionantes 120 kg a menos que o antecessor.

2017 Suzuki Swift em Genebra

Visualmente, o novo modelo evolui os temas já conhecidos dos antecessores e adiciona elementos mais contemporâneos, como é o caso da grelha frontal de contorno hexagonal que se estende horizontalmente e o pilar C “flutuante”. O Suzuki Swift separa definitivamente o teto da carroçaria, já que os restantes pilares mantêm-se negros, tal e qual os antecessores.

O manípulo da porta traseira encontra-se dissimulado, passando a fazer parte da ilusória extensão da área vidrada lateral. O Suzuki Swift perde também a carroçaria de três portas, justificando o recurso a este truque visual cada vez mais comum.

Existe um híbrido, mas não há Diesel

Do Baleno “rouba” as motorizações. Ou seja, em destaque teremos o três cilindros Boosterjet de um litro de capacidade com 111 cv e 170 Nm, e o 1.2 DualJet de quatro cilindros, com 90 cv e 120 Nm. Destaca-se a ausência de uma motorização Diesel, que dá lugar a variante semi-híbrida, a SHVS (Smart Hybrid Vehicle by Suzuki).

Nesta variante, que acrescenta apenas 6.2 kg ao peso total do carro, o ISG (Integrated Starter Generator) assume as funções de gerador e motor de arranque e o sistema integra travagem regenerativa. Acoplado ao 1.0 Boosterjet permitirá emissões de apenas 97 g CO2/100km.

Como tem sido a norma, o Swift terá também uma versão de tração total que eleva a distância ao solo em 25 mm.

O interior vê-se profundamente renovado. Destaca-se um novo ecrã táctil na consola central – agora virada cinco graus em direção ao condutor -, disponibilizando o Android Auto e o Apple Car Play. Entre outros equipamentos presentes, destacamos óticas diurnas e traseiras em LED e travagem automática de urgência. Os níveis de equipamento mais elevados podem incluir cruise control adaptativo, entrada keyless e assistente de faixa de rodagem.

Depois da apresentação do novo Swift em Genebra, naturalmente que as expectativas sobem sobre o futuro Swift Sport. O baixo peso da nova geração em combinação com o hipotético 1.4 Boosterjet do Vitara S, prometem um Swift Sport substancialmente mais rápido. Caso mantenha as aptidões dinâmicas dos seus antecessores, em combinação com o preço acessível, promete ser um caso sério de “Eu quero!”


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