Jaguar I-Pace. É mais do que um automóvel e nós explicamos porquê

O Jaguar I-Pace foi apresentado pela primeira vez no continente europeu, no salão helvético. É o primeiro veículo elétrico da marca, mas o caminho para a sustentabilidade é bem mais amplo.

O modelo mais importante desde o icónico E-Type, segundo Ian Callum, designer chefe da Jaguar, é o primeiro veículo elétrico não só da marca, como do grupo JLR (Jaguar Land Rover). Genebra foi o palco escolhido para a sua estreia europeia, onde se mostrou com nova cor vermelha.

O primeiro carro elétrico da Jaguar apresenta-se com vestes de crossover. As excelentes proporções do Jaguar I-Pace escondem um veículo zero emissões que acelera dos 0 aos 100 km/h em 4.0 segundos e tem uma autonomia de 500 km (ciclo NEDC).

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A tração às quatro rodas é providenciada por dois motores elétricos – um por eixo -, totalizando 400 cv e 700 Nm de binário. Como tal, este Jaguar falta de Pace não deverá ter. A chegado ao mercado está prevista para o próximo ano, em 2018.

Mais do que um automóvel? Sim.

O Jaguar I-Pace deverá ser um fator decisivo na perseguição dos objetivos de sustentabilidade não só da marca como do grupo JLR (Jaguar Land Rover). O grupo apresentou o relatório anual de sustentabilidade, revelando os progressos nesse sentido.

O relatório constata uma redução das emissões médias na sua gama de veículos em 32% entre 2007 e 2015. No mesmo período, a energia necessária por veículo produzido reduziu-se em mais de 38%.

Também indica que aproximadamente 3.5 mil milhões de euros já foram investidos em investigação e desenvolvimento em tecnologia, design, engenharia e produção de motorizações convencionais, híbridas e elétricas.

E o aproveitamento de desperdícios nas unidades de prensagem permitiu recuperar no período de um ano cerca de 50 mil toneladas de alumínio. O suficiente para fazer cerca de 200 mil carroçarias do Jaguar XE e evitando o lançamento de meio milhão de toneladas de CO2 para a atmosfera.

JLR - Centro de Produção de Motores em Wolverhampton

O próximo passo para um futuro mais sustentável foi dado com a celebração de um acordo entre a JLR e a EDF Energy (uma das maiores companhias energéticas do Reino Unido, fornecendo 20% das necessidades energéticas do país).

O acordo, que se estende até março de 2020, garante que a totalidade da eletricidade comprada pela JLR virá exclusivamente de fontes renováveis. Fornecimento este que será certificado pela Garantia de Origem de Energia Renovável (REGO, em inglês).

Este contrato, complementará o sistema de painéis solares já existente no Centro de Produção de Motores em Wolverhampton. Segundo Ian Harnett, diretor executivo de Recursos Humanos e Aquisições Globais da JLR, é mais um passo para um futuro eficiente, ecológico e com baixas emissões de carbono.

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