Diesel

Volkswagen vai abandonar os «pequenos» Diesel em favor dos híbridos

Os pequenos propulsores Diesel no Grupo Volkswagen têm os dias contados. Em alternativa, os híbridos tomarão o seu lugar.

Frank Welsch, diretor de investigação e desenvolvimento da Volkswagen, revelou que os pequenos propulsores Diesel no Grupo Volkswagen têm os dias contados. Em alternativa, os híbridos tomarão o seu lugar.

A próxima geração do Polo — que vamos conhecer ainda este ano — deveria estrear um novo propulsor de 1.5 l Diesel, mas os planos da marca mudaram. As normas de emissões cada vez mais exigentes relativamente aos valores de CO2 e NOx e a menor procura de motores Diesel no segmento B, levaram a Volkswagen a parar o seu desenvolvimento.

Em vez disso, a estratégia do Grupo Volkswagen passa por redirecionar os seus meios para o desenvolvimento de motorizações híbridas com base em propulsores a gasolina de pequena capacidade.

Como seria expetável, a principal motivação para o cancelamento do substituto do actual 1.6 TDI referem-se aos custos. Particularmente o custo dos sistemas de tratamento dos gases de escape, que segundo Welsch, foi determinante para esta mudança estratégica.

2014 Volkswagen CrossPolo e Volkswagen Polo

“Só para os sistemas de tratamento dos gases de escape, os custos adicionais podem ir de 600 a 800 euros,” refere Frank Welsch, em declarações à Autocar, acrescentando que “o sistema de tratamento dos gases de escape é tão caro como o motor em si. Adicionar um motor Diesel ao Polo, corresponde a 25% do custo total do modelo”.

Ainda não existe um calendário definitivo para o fim dos «pequenos Diesel» no Polo, mas o destino já está traçado para o EA827, o atual 1.6 TDI, com o seu fim a acontecer nos próximos três a cinco anos. Também o 1.4 TDI tri-cilíndrico conhecerá idêntico destino.

A alternativa híbrida

Em alternativa, num futuro não muito distante, em vez dos pequenos Diesel, optar-se-á por um pequeno motor a gasolina acoplado a um motor elétrico. Não nos referimos a híbridos como o Toyota Prius, mas a um tipo de hibridização mais simples — conhecidos como mild hybrids — fundamentalmente mais acessíveis que este último.

Herbert Diess e Volkswagen I.D. Buzz

Baseados nos novos sistemas de 48 V, a componente elétrica deverá aumentar a eficácia dos sistemas start-stop, incluir recuperação da energia em travagem e algum tipo de assistência ao motor de combustão interna. Segundo Welsch, estes híbridos são uma resposta económica e viável aos regulamentos de emissões cada vez mais restritivos. Conseguem rivalizar com os pequeno Diesel no que toca a emissões de CO2 e praticamente acabam com as emissões NOx.

No entanto, o fim do 1.5 TDI não implica o fim dos Diesel na Volkswagen. O 2.0 TDI continuará a marcar presença nos mais variados modelos da marca, e conhecerá brevemente uma evolução, naturalmente denominada EA288 EVO, onde Welsch promete grandes resultados ao nível das emissões de CO2 e NOx.

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