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Segurança

Conhece o Graham. O primeiro humano “evoluído” para sobreviver a acidentes de automóvel

O Graham é lindo não é? Pois… nem por isso. Mas tem aquilo que é preciso para sobreviver aos mais violentos acidentes de automóvel.

Este é o Graham. Um tipo simpático mas com cara de poucos amigos. Ele é o resultado de um estudo que pretendeu descobrir como seriam os humanos caso tivéssemos evoluído para sobreviver a acidentes de automóvel.

Como sabem, a nossa raça demorou sensivelmente três milhões de anos a chegar até aqui. Durante este período os nossos braços ficaram mais curtos, a nossa postura ficou ereta, perdemos pêlo, um aspeto menos selvagem e ficámos mais inteligentes. A comunidade cientifica chama-nos Homo sapiens sapiens. Porém, nos tempos mais recentes o nosso corpo foi confrontado com a necessidade de sobreviver a impactos a alta velocidade — algo que nestes milhões de anos nunca tinha sido necessário — até há 200 anos. Primeiro com os comboios e depois com os carros, motas e aviões.

Tanto assim é que se experimentares correr contra uma parede (algo que não é nada evoluído nem inteligente…) vais sobreviver sem grandes sequelas para além de uns hematomas. Mas se tentares fazer o mesmo de automóvel a história já é diferente… é melhor não experimentares nenhuma das hipóteses. Agora imagina que tínhamos evoluído para sobreviver a estes impactos. Foi o que a Transports Accident Commission (TAC – comissão de acidentes de transportes) fez. Mas não se limitou a imaginá-lo, fê-lo em tamanho real. Chama-se Graham, e representa o corpo humano evoluído para sobreviver a acidentes de automóvel.

O resultado é no mínimo grotesco…

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Para chegar à versão final do Graham, a TAC chamou dois especialistas e uma artista plástica: o Christian Kenfield, cirurgião traumatologista do Royal Melbourne Hospital, Dr. David Logan, perito do Centro de Pesquisas de Acidentes da Monash University e a escultora Patricia Piccinini.

O perímetro craniano aumentou, ganhou paredes duplas, mais fluído e ligações internas. As paredes externas servem para absorver os impactos e a gordura facial também. O nariz e olhos encontram-se afundados na face com um propósito: preservar os órgãos sensoriais. Outra das características do Graham é não ter pescoço. Em vez disso a cabeça é sustentada por costelas acima do omoplata para impedir o movimento chicote nas colisões traseiras, evitando lesões cervicais.

graham. Comcebido por patricia piccinini e transport accident commission

Continuando mais abaixo, a caixa torácica também não apresenta um aspeto feliz. As costelas são mais grossas e têm pequenas bolsas de ar entre elas. Estas atuam como os airbags, absorvendo o impacto e reduzindo o movimento do tórax, ossos e órgãos internos. Os membros inferiores não foram esquecidos: os joelhos do Graham têm tendões extra e podem ser dobrados em qualquer direção. A parte inferior da perna do Graham também é diferente da nossa: ele desenvolveu uma articulação na tíbia que impede fraturas além de possibilitar melhor impulsão para escapar de um atropelamento (por exemplo). Na condição de passageiro ou motorista, a articulação absorve impactos provenientes da deformação do chassi — daí que os seus pés sejam mais pequenos.

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Perturbadoramente real, não é? Felizmente, graças à nossa inteligência desenvolvemos sistemas de segurança que nos poupam a este aspeto e que nos garantem a sobrevivência em caso de acidente de automóvel.

 

 

 

 

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