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Já conduzimos o novo Honda HR-V

Corridos 16 anos desde o lançamento do primeiro Honda HR-V, chega agora a segunda geração do modelo. A mesma filosofia de sempre, adequada às necessidades dos tempos atuais.

Foi com enorme otimismo que a marca nipónica apresentou o novo Honda HR-V em Portugal. Com o crescimento das vendas de SUV em todos os mercados, o Honda HR-V assume-se mais do que nunca como um modelo fundamental o futuro da marca fundada por Soichiro Honda – a par de outras propostas instaladas como é o caso do Civic e do futuro Jazz.

Tivemos oportunidade de conduzir o HR-V pelas belas paisagens da Serra da Arrábida e do Guincho, e gostámos do que sentimos. Dedicámos 70% do nosso tempo ao volante da versão Diesel 1.6 i-DTEC de 120 cv, aquela que segundo os responsáveis da marca deverá representar mais de 90% das unidades vendidas no nosso país, contra menos de 10% da versão com motor a gasolina 1.5 i-VTEC de 130 cv.

Ao volante

Com um pisar firme mas confortável, o Honda HR-V é dono de uma condução acessível e prática. Os movimentos da carroçaria são controlados e não fosse o tato algo filtrado da direção os níveis de confiança podiam ser ainda maiores. Mas como este modelo não se destina a correrias, no final do dia o que mais contou foi o conforto sentido a bordo. Ao trabalho das suspensões devemos somar os bons préstimos do HR-V em termos de insonorização, mesmo em auto-estrada.

Num primeiro contato sem preocupações com os consumos, destaque para os excelentes valores alcançados pelo motor 1.6 i-DTEC de 120 cv. Menos de 5 litros por cada 100km, havendo momentos em que circulámos abaixo dos 4,5 l/100km. Apesar destes valores, as perfomances são convincentes.

A versão a gasolina é menos solicita e apesar de ser mais potente, só mostra toda a sua alma em regimes demasiado elevados, com prejuízo para os consumos e agradabilidade de condução. Se os andamentos forem moderados contem com uma média de 6,7 l/100km.

Por dentro, a montagem e a qualidade dos materiais não merece nem críticas nem rasgados elogios, encontrando-se em linha com a concorrência. O mesmo já não podemos dizer da modularidade do interior, campo onde o Honda HR-V destaca-se claramente dos seus rivais: os bancos são totalmente rebatíveis, superando os 2 metros de comprimento de carga. A base dos bancos traseiros também pode ser recolhida, aumentando significativamente a capacidade de transporte de determinados objetos nos lugares traseiros.

Preços

Disponível em três níveis de equipamento (Comfort, Elegance e Executive), o Honda HR-V vem equipado de série com sistema de travagem activa, start/stop, vidros eléctricos, ar condicionado automático e assistência ao arranque em descidas, entre outros. O primeiro nível de equipamento custa entre 23 mil e 26 mil euros enquanto o topo de gama se situa entre os 27 800 euros e os 30 800 euros. Preços concorrenciais que certamente colocarão pressão sobre os seus principais concorrentes. Entre eles o Peugeot 2008, Renault Captur e Mazda CX-3.

Fotografias: Gonçalo Maccario / Razão Automóvel

Primeiras impressões

7 / 10
O início da comercialização é esperada para o dia 26 de Outubro, com o Honda HR-V a surgir apenas em versão de tracção dianteira (não está prevista nenhuma versão com tração integral), beneficiando de Classe 1 nas portagens.

Preço

23.000

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