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Eu vi o futuro. E o futuro era bom

Em 2014 antecipámos na Fleet Magazine o «boom» do volume vendas no mercado automóvel nacional, isto, perante a relutância da maioria dos operadores. Passado um ano, acreditamos que estão reunidas as condições para 2015 correr ainda melhor.

Há uns dias, decorreu a conferencia de imprensa da Associação dos Importadores de Automóveis (ACAP). Eu estive lá e vim com várias reflexões:

1- Somos capazes de vender outra vez bem mais do que o previsto

As previsões do início de 2014. Quem dera a muitas empresas que fosse assim, que previssem cerca de 5% e afinal crescessem mais de 30 por cento. Este ano, as previsões são de 11% mas Janeiro já aí está e… subiu 31%. A ACAP tem o cuidado de fazer esta conferência de imprensa só depois de ser conhecido o fecho do primeiro mês do ano, já por causa das surpresas. Não houve nenhum factor anormal que fizesse Janeiro ter as vendas que teve. E, historicamente, o mês de Janeiro não é um mês que engane muito em relação ao que vai ser o resto do ano. Por isso…

2- As compras das empresas não vão abrandar, mas os particulares vão subir

Está na moda dizer: “as empresas é que estão a sustentar o mercado automóvel”. Isso não é inteiramente verdade. A proporção empresas/particulares manteve-se a mesma em 2014 e, este ano, poderá alterar-se a favor dos particulares. Por empresas, entendamos: gestoras de frota, aquisições em leasing e outros, como o do próximo ponto. Em todo o caso, ambos os canais deverão continuar a renovação do parque automóvel, que tem vindo a subir todos os anos. Não estamos em Cuba, mas a idade média de uma viatura nacional é quase 12 anos. Há uma pressão enorme para a renovação.

3- O rent-a-car é que está a dar cartas

Os dados da ACAP dizem que o rent-a-car cresceu dos 20 para os 23% de todos os automóveis vendidos em Portugal no ano passado. É um crescimento sustentado pelo período de ouro que o país está a viver no turismo. Há muitos operadores a entrar neste cluster, muitas fusões e alguma novidades nos modelos de negócio dos grandes operadores. As próprias empresas estão cada vez a utilizar mais aluguer de curta duração, dadas as incertezas da economia em alguns sectores.

4- O renting afirma-se

Eis uma questão cultural que está a cair: para os portugueses, o carro tem que ser mesmo deles. Até aqui, dizia-se que uma das grandes barreiras à entrada dos financiamentos sem ser crédito era o facto do carro ficar em nome da “financeira”. No renting, ou aluguer operacional (repare-se no “aluguer”), essa questão era por demais crítica. Os primeiros clientes foram as grandes empresas. E depois as médias. E depois ainda mais pequenas. E hoje, a grande aposta das gestoras de frota são os clientes particulares e empresários em nome individual. Mesmo as marcas perceberam isso e já fazem publicidade ao financiamento! E, hoje, o renting tem uma quota de mercado de 20%.

Por estes motivos todos, acho que se vai continuar a vender carros numa boa quantidade. O calendário de lançamentos é vasto e para todos os gostos. Os bancos estão a começar a ficar com liquidez e podem finalmente fazer negócio – leia-se emprestar dinheiro. É comprar, senhores, é comprar!

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