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Fim das restrições em Cuba rende 50 automóveis em 6 meses

Foi em Janeiro deste ano que o regime de Raúl Castro alterou as restrições à compra de automóveis em Cuba. O número de vendas ao fim de 6 meses «sem restrições» é esclarecedor: 50 carros e 4 motas.

Até há 3 anos atrás, nas estradas de Cuba só se viam automóveis importados da ex-URSS, Pontiacs, Oldsmobiles, entre outros. Uma imagem típica de Cuba, que muito agrada aos turistas que por lá passam.

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Em 2011, os cubanos que queriam comprar um automóvel matriculado depois de 1959 (data da revolução liderada por Fidel Castro) passaram a poder fazê-lo, mediante autorização governamental. Esta alteração à lei estava reservada a médicos, políticos, famosos e alguns milionários.

Para além do elitismo no acesso a automóveis novos o mercado negro ganhou força. Na sombra, os que não tinham acesso a esta «liberdade» e tinham dinheiro, negociavam milhões de euros em autorizações para a compra de veículos novos.

Com a bandeira da liberalização hasteada, em Janeiro de 2014 a a eliminação da necessidade de requerer uma autorização governamental para a compra de um veículo novo foi notícia em todo o mundo. No entanto, a liberdade custa muito dinheiro…

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O processo de compra é aparentemente “simples”: um cubano tem de se dirigir a uma das 11 agências de venda, escolher o veículo e depois ir ao banco pedir um cheque com o valor a pagar. O pior, é mesmo o “valor a pagar”.

Há 11 agências de venda de automóveis novos em Cuba, que pertencem a um grupo empresarial privado de capital público (CIMEX). O CIMEX revelou que desde o levantamento das restrições, foram vendidos 50 automóveis e 4 motas, que geraram cerca de 938 mil euros. A título de exemplo, um Peugeot 508 custa 191 mil euros e um Peugeot 206 usado (5 anos) pode custar 62 mil euros.

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O preço elevado dos veículos novos, com inflação de preços acima dos 400%, contrasta com os ordenados dos trabalhadores cubanos. O salário médio é de 15 euros por mês, mas um médico pode ganhar 20 euros. Por outro lado, há uma grande percentagem de cubanos a receber um ordenado inferior a 10 euros mensais.

Segundo o Governo, 75% do valor arrecadado com a venda destes veículos destina-se à renovação do sistema de transportes, que está obsoleto e completamente desorganizado.

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