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BMW 507 de Elvis Presley vai ser restaurado: esta é a sua história

Esta é mais uma história fantástica onde os ícones automóveis se cruzam com a vida das estrelas, fiquem a conhecer o fantástico BMW 507 que foi propriedade do Rei do Rock. Mais do que um galã de talento e sucesso inquestionáveis, o Rei do Rock, prova que também era um “petrolhead” de gosto refinado.

Terminada a Segunda Guerra Mundial em 1948, a BMW era sem dúvida uma empresa diferente. O esforço de guerra tinha levado a construtora de Munique a abdicar toda a sua mestria no fabrico de automóveis, para se concentrar apenas no fabrico de motores para os aviões militares germânicos, como era o caso do caça Focke-Wulf FW 190, equipado com motor BMW 801 de 14 cilindros. Restavam os motociclos para impulsionar a empresa e prepará-la para o renascer das cinzas.

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Mais tarde em 1953, e graças ao importador norte americano da BMW Max Hoffman, numa conversa com Ernst Loof, lançou a ideia de que havia espaço no mercado para um modelo desportivo de 2 lugares que fosse capaz de recuperar a fama dos BMW 328 dos anos 30. Loof tinha sido responsável pelo desenho dos BMW 328 Veritas Sport e 328 de competição, que obtiveram sucessos desportivos nas décadas de 40 e princípios de 50.

Nesse mesmo ano Loof abordou a BMW e ofereceu-se para ajudar no desenvolvimento de um novo desportivo da marca bávara. Com luz verde por parte do engenheiro chefe da BMW Fritz Friedler, Loof avançou com o seu projeto e recebeu nada mais, nada menos, do que os estúdios da Baur em Estugarda para o assistir em tamanha tarefa.

Em 1954 o modelo saído da visão de Loof era apresentado no concurso de elegância alemão tendo reunido o consenso total do público.

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Mas seria Graf Albert Goertz que ficaria com o projeto final. Graf tinha sido recomendado à BMW por Hoffman e depois de agarrar nos desenhos similares de Loof, o modelo de Graf testado no túnel de vento, viria a recolher a aprovação final da BMW. Nascia assim um ícone, o BMW 507, modelo que seria a estrela do salão internacional do automóvel logo no ano de apresentação em 1955, com o seu motor V8 de 3,5l e 150 cavalos às 5000 rpm.

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Mas infelizmente o BMW 507 não era um rival do Mercedes Benz 300SL no que à performance dizia respeito. O posicionamento do BMW 507 acabou por se elevar a um estatuto de carro desportivo com um excecional nível de luxo e elegância.

Voltemos à história que junta tamanhos colossos de áreas diferentes, o Rei do Rock Elvis Presley e o BMW 507. Em 1958 Elvis passou pela recruta do exército norte americano, tendo cumprindo serviço militar como soldado no grupo de paraquedistas.

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É precisamente nesta altura, enquanto soldado em treino e destacado na Alemanha até 1960, que Elvis se cruza com um dos carros mais belos produzidos pela BMW, aquilo que se pode dizer um verdadeiro amor à primeira vista, pois o BMW 507 é dono de linhas intemporais, com uma silhueta que na altura faria sucumbir qualquer petrolhead às suas formas de elegância extrema.

O resto fica para história e poderá ser conhecido na íntegra até 10 de Agosto de 2014, no museu da BWM em Munique, numa exposição intitulada “Elvis 507: Lost and Found”.

Para além de podermos contemplar tão raro modelo, num estado de conservação lastimável, a BMW apresenta também todos os mitos em redor do 507, onde o melhor de tudo sobre o BMW 507 de Elvis, terminará com um final feliz: será restaurado de volta à sua velha glória.

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Uma peça de história única, que traça em muito aquilo que são as origens da BMW e o porquê de produzirem carros de exceção, pois nem as grandes vedetas internacionais lhe resistiram, relembramos que o último BMW 507, foi vendido em leilão no concurso de elegância Amelia Island, por uns expressivos 1,8 milhões de euros.

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