Nissan Murano renova-se com estilo

O Nissan Murano sempre se destacou pela sua estética distinta e apelativa. A 3ª geração agora revelada não fica atrás, seguindo os cânones impostos pelo concept Resonance de 2013.

Foi no salão de Detroit de 2013 que a Nissan desvendou o Resonance, um concept car que levantava o véu sobre o sucessor do Murano. Apesar do arrojo visual desta proposta, poucos duvidaram das capacidades da Nissan em transferir para a realidade industrial esse compêndio de linhas fluídas e superfícies dinâmicas. Já o tinha feito no passado, com o Qazana a originar um visualmente fiel Juke.

Pouco mais de um ano após termos conhecido o Resonance, e a poucos dias da abertura do salão de Nova York, a Nissan dá a conhecer a 3ª geração do Murano e, como previsto, é um retrato bastante fiel herdado do concept. Manteve na frente o motivo em V, definindo a grelha de dimensões generosas com os já típicos boomerangs que definem as óticas, e manteve o teto flutuante, que aparenta assentar sobre o pilar D.

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Infelizmente a cortina de vidro do concept, que fazia a ligação entre o pilar D e a traseira foi substituído por um mais barato plástico preto para criar a mesma ilusão de continuidade. Conjuntamente com umas óticas traseiras que não parecem conseguir uma integração tão harmoniosa no todo como víamos no concept, talvez a traseira não consiga o mesmo grau de assertividade visual que encontramos na restante carroçaria.

A fluidez não se fica pela aparência, com o Nissan Murano a registar um valor de Cx. de apenas 0.31. Notável, considerando tratar-se de um crossover. Para obter tão bom resultado recorre a um spoiler traseiro, alhetas móveis na grelha que se fecham quando necessário, entre outros.

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Colocando-se no topo da gama crossover da Nissan, o interior do Murano, por outro lado, aposta num estilo mais elegante e refinado. E nada melhor que o tom branco, puro, que marca o interior que podemos observar nas imagens. A Nissan define o interior do Murano como se tratasse de um social lounge. Contribuindo para a sensação de clareza e luminosidade, encontramos uma área vidrada de grandes dimensões, complementada por um teto panorâmico.

Os bancos do Murano devem a sua concepção à NASA, inspirando-se nos assentos Zero Gravity desta, que permitem maximizar o fluxo de sangue ao longo da espinha dorsal, ao mesmo tempo que reduz a fadiga muscular. Apenas marketing ou realmente uma vantagem?

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Com a invasão dos écrans tácteis (com 8 polegadas no caso do Murano), também o Murano viu o número de botões no interior reduzido em 60%, com o painel de instrumentos a ficar igualmente em posição mais baixa, contribuindo, segundo a Nissan, para um ambiente mais convidativo e sociável. Entre os equipamentos presentes, poderemos encontrar o NissanConnectSM com aplicações móveis e de navegação, Bluetooth e sistema audio da Bose, com 11 colunas.

Sendo os EUA o seu principal mercado, a escolha de motorização para a sua chegada ao mercado não é uma surpresa. Trata-se do já conhecido V6 de 3.5 litros DOHC a gasolina, com 263cv e 325Nm, associados a uma caixa CVT X-Tronic, e podemos escolher entre tracção frontal ou tracção às 4 rodas. O Nissan Murano deverá chegar a pelo menos 100 mercados, pelo que se espera que outras motorizações mais compatíveis com o mercado europeu possam ser adicionadas à gama.

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Deverá ser mais económico que o antecessor, com as previsões a apontarem para melhorias na casa dos 20%. Para tal, também contribui uma redução de peso aproximada de 60kg para o seu antecessor.

As vendas iniciar-se-ão no final deste ano na América do Norte, com a produção a decorrer em solo americano. A chegada aos restantes mercados deverá ocorrer durante 2015.