Mitos

Mentiras, verdades e mitos sobre automóveis

Resolvemos desmistificar algumas das mentiras, verdades e mitos urbanos em torno do nosso transporte preferido: o automóvel.

Resolvemos desmistificar algumas das mentiras, verdades e mitos urbanos em torno do nosso transporte preferido: o automóvel. Entre eles, vamos falar sobre Nazis, explosões e bactérias. Duvidam? Então continuem connosco.

Abastecer e falar ao telemovel

Falar ao telemóvel num posto de abastecimento pode causar uma explosão
Mito

Este mito está para os automóveis como o mito de o Elvis Presley estar vivo está para o mundo da música. Enrique Velázquez, professor de eletrónica do Departamento de Física Aplicada da Universidade de Salamanca (e outros académicos) são unânimes em afirmar que um telemóvel não tem potência suficiente para causar uma explosão.

“Um telemóvel tem um nível energético muito baixo, além de que produz uma radiação eletromagnética muito baixa, menos de um Watt, pelo que é praticamente impossível produzir uma explosão”.

Enrique Velázquez

Já a bateria de um carro poderia dar origem a uma faísca suficiente para provocar uma explosão. Este mito, assim como muitos outros surgiu nos EUA, depois de um veículo ter explodido enquanto o seu dono abastecia o carro falando ao telemóvel. O mais provável é que a causa tenha sido outra. Mas deu mais jeito às seguradoras criar esta história que proliferou pelo mundo à velocidade da luz.

Germes Volante

 

Volantes têm nove vezes mais germes do que os assentos sanitários públicos
Verdade

Tem isto em mente na próxima vez que fizeres um refeição num ‘drive-in’: o volante do teu carro tem, potencialmente, nove vezes mais germes do que uma casa de banho pública. A pesquisa realizada no Reino Unido descobriu que, enquanto há 80 bactérias em cada polegada quadrada de papel higiénico, cerca de 700 habitam no interior dos nossos carros.

O estudo também revelou que 42% dos condutores comem regularmente ao volante. Apenas um terço limpou o interior do carro uma vez por ano, enquanto que 10% disseram que nunca se preocuparam em limpar as superfícies ou passar aspirador.

“Enquanto a maioria das bactérias não eram suscetíveis de causar problemas de saúde, em alguns carros foram encontradas bactérias potencialmente prejudiciais.”

Dr. Ron Cutler, Diretor de Ciências Biomédicas da Universidade Queen Mary, em Londres
Nazis Volkswagen Carocha

 

Volkswagen Carocha, o carro da paz e dos festivaleiros dos anos 60, é um dos ícones motorizados do regime Nazi.
Verdade

São incríveis as ironias que a História nos proporciona. O carro desenvolvido por Ferdinand Porsche (o fundador da marca Porsche) a pedido de Adolf Hitler, líder do regime Nazi, que tinha como ‘caderno de encargos’ ser o carro do regime nascido em plena guerra, acabou por tornar-se num símbolo de paz e amor.

Barato, fiável e espaçoso para a época, o Volkswagen Carocha nasceu da mente perversa de senhores da guerra e acabou nas mãos de festivaleiros e surfistas por esse mundo fora. Quem disse que quem nasce torto não se pode endireitar? Flower power para todos!

Filas para abastecer

 

Combustível dos supermercados estraga os automóveis
Mito

A Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (DECO) testou os vários combustíveis diesel comercializados em Portugal, “do low cost ao premium” para concluir que os mais baratos não prejudicam o motor. Apenas o preço é diferente, diz a DECO, que lembra que os consumidores estão a pagar mais sem necessidade. Nem a produtividade é menor, nem a manutenção exigida é maior, muito menos o rendimento do carro se altera.

Os combustíveis aditivados não diferem dos outros. Os testes foram levados a cabo por por pilotos profissionais.

“Se os pilotos profissionais não notam diferenças, ninguém nota”

Jorge Morgado da DECO

Testes finalizados, a Direção do Consumidor concluiu que ‘premium ou low cost é igual ao litro’.

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