Fiat Dino Coupé 2.4: Una bella macchina italiana

Depois de duas semanas extremamente agitadas para estes lados, lá consegui publicar este delicioso artigo especialmente dedicado ao Fiat Dino Coupé.

Os mais atentos sabem que, no passado dia 7 de Setembro, fomos até Fátima para um track day, e também sabem que o bólide que mais nos chamou a atenção foi o Fiat Dino Coupé 2.4 V6 de 1968. Sem querer menosprezar os outros carros, tenho de ser franco: o Fiat leva-me para um mundo totalmente diferente daquele que estou habituado no meu dia-a-dia.

Assim que o vi chegar, os meus olhos brilharam – podia ter passado um elefante ao meu lado que eu nem sequer reparava – estava completamente focado naquela bela máquina italiana. Só para terem noção, aquela pintura vermelho Ferrari ainda é a de origem! Estava incrivelmente impecável… Arrisco-me a dizer que um carro acabado de vir da fábrica não tem uma pintura tão bem cuidada como aquela.

O que para mim seria um carro para passear ao fim de semana – e atenção, passear ao mais alto nível – para aquele proprietário é um carro capaz de fazer estragos num track day. E se formos a ver, até faz todo o sentido. Eu é que sou aquele típico “menino galinha”, que só de pensar no meu carro a fazer slides e a maltratar o eixo traseiro até fico com suores frios.

Um carro destes com um motor V6 de 2.4 litros a debitar 180 cv às 6.600 rpm e 216 Nm de binário às 4.600 rpm não foi feito para “passear”. Ainda para mais este que tem o toque da Ferrari. O coração deste Fiat é o mesmo do mítico Ferrari Dino 206 GT e 246 GT, que curiosamente foi desenvolvido pelo filho de Enzo Ferrari, Alfredo Ferrari (Dino para os amigos). Se juntarmos a isto cerca 1.400 kg de peso, temos uma combinação razoável para a corrida dos 0-100 km/h, que se completa em 8,7 seg. De referir ainda, que a velocidade máxima ronda os 200 km/h e mais uns pózinhos.

Dito isto, estava na altura de ver como este “Ferrari” se comportava em pista. Assim que entro no carro deparo-me logo com um conforto extremamente amigável para a minha coluna. Estava longe de imaginar que este carro, com quase 45 anos, tivesse um interior tão porreiro e relaxante – é espetacular para alguém que queira passear aos fim de semanas (alguém como eu).

Mas o mais incrível, é que mesmo depois de nos fazermos à pista, este Fiat Dino comportou-se como um senhor. O excesso de peso, era talvez, o seu maior inimigo, e a “direção assistida a braços” desafiava o condutor curva após curva, num circuito especialmente desenhado para Karts. Esta batalha só seria vencida se houvesse um bom trabalho de equipa entre a máquina e o condutor. Bastava um deles vacilar para aparecer o letreiro de “Game Over”!

O circuito não era o ideal para demonstrar as verdadeiras potencialidades deste Fiat Dino Coupé. Algumas zonas eram demasiado técnicas e lentas, o que não era nada bom para quem tinha fome de emoção. Contudo, o ronco do V6 a roçar as 7.000 rpm era a sinfonia perfeita para os meus ouvidos. Tornava tudo muito mais interessante naquelas zonas mais “aborrecidas”.

Foram quatro voltas de esforço e prazer, quatro voltas que mostraram o melhor dos dois lados da moeda. O condutor foi exemplar, conhecia a máquina como ninguém, levando-a quase sempre ao limite. Eu, por outro lado, fui um co-piloto a dispensar… Queria tanto continuar com aquela brincadeira, que na altura de sair da pista disse ao condutor que a saída era só lá mais à frente. Resultado? Mais uma volta extra para mim, para o condutor e para o Dino.

O Fiat Dino é, sem dúvida, o retrato daquilo que de bom se produzia em Itália nos anos 60: Um carro elegante, muito invejável e cheio de alma!

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