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UE cede aos EUA para descer tarifas sobre automóveis

Os EUA tinham uma condição para baixar as tarifas sobre os automóveis e componentes da UE e, agora, parece ter sido respondida.

Mercedes-Benz Classe E180 - 3/4 de frente
© Mercedes-Benz

As negociações entre a União Europeia (UE) e os EUA continuam a grande velocidade. Como parte do acordo comercial entre os dois blocos, a Comissão Europeia propôs remover as tarifas sobre os bens industriais importados do país norte-americano, esperando em contrapartida reduções nas taxas aplicadas aos automóveis europeus (fonte: Automotive News).

Recorde-se que, no final do mês passado, os dois blocos tinham anunciado um acordo que previa tarifas de 15% sobre a maioria dos produtos europeus, incluindo automóveis.

(Audi Q3) A Alemanha tem sido um dos Estados-membros mais impactados pelas novas tarifas automóveis. No ano passado exportou para os EUA 30 mil milhões de dólares em automóveis novos e componentes.
© Audi

Contudo, foi definido que a descida das tarifas para os automóveis e componentes só aconteceria depois de Bruxelas formalizar uma proposta legislativa para levantar as tarifas sobre os produtos industriais norte-americanos.

Agora, com a proposta legislativa conhecida, espera-se que as reduções tarifárias entrem em vigor a partir do primeiro dia do mês em que foi apresentada, ou seja, 1 de agosto. Terá, assim, efeitos retroativos.

O que está em causa: UE vs EUA. Redução das tarifas sobre automóveis depende de uma condição

Recorde que, desde março, que os EUA impõem tarifas adicionais de 25% sobre os automóveis da UE, além das taxas habituais, que são adicionados à tarifa de 2,5% já existente (27,5% no total).

Apesar dos novos desenvolvimentos, a proposta legislativa da UE ainda vai ter de ser aprovada pela maioria dos Estados-Membros e pelo Parlamento Europeu, o que poderá demorar até várias semanas. O aço e o alumínio, por outro lado, continuam sujeitos a uma taxa de 50%.

Acordo assimétrico?

Embora a UE tenha anunciado este acordo como forma de evitar uma guerra comercial — o presidente norte-americano, Donald Trump, estava prestes a impor tarifas adicionais de 30% sobre quase todos os produtos europeus importados pelos EUA —, este continua a ser um acordo assimétrico.

A UE abre os seus mercados, elimina tarifas sobre bens industriais, compromete-se a comprar energia e armamento norte-americano e prometeu investir 600 mil milhões de dólares (514 mil milhões de euros). Do lado norte-americano, as tarifas em vigor permanecem praticamente intactas, afetando cerca de 70% do valor das exportações europeias.

Apesar do novo acordo, Trump não esconde a sua visão crítica da relação comercial entre os dois blocos. Em fevereiro, acusou a União Europeia de ter sido criada “para enganar os EUA”. Uma crítica recorrente do presidente é o défice comercial: em 2024, os EUA registaram um saldo negativo de 235 mil milhões de dólares (201 mil milhões de euros) no comércio com a UE.

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