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Bandeira vermelha. Onda de roubo de catalisadores atinge as praias portuguesas

O roubo de catalisadores em Portugal está a crescer de forma exponencial — mais de 700% face ao ano passado. E nem os estacionamentos das praias escapam a este fenómeno.

Não há descanso. Enquanto os portugueses vão «a banhos», as autoridades mostram «bandeira vermelha» ao roubo de catalisadores nos estacionamentos das praias portuguesas.

Em declarações à Razão Automóvel, a Guarda Nacional Republicana informa que só na Costa da Caparica — uma das zonas balneares mais movimentadas do país — foram detidos no último mês, quatro indivíduos, com idades compreendidas entre os 24 e os 55 anos, em flagrante delito por roubo de catalisadores.

O afastamento dos veículos durante longos períodos de tempo, conjugado com o estacionamento em locais pouco movimentados e de difícil acesso, são alguns dos fatores que estão a contribuir para este fenómeno.

REPORTAGEM: Das jantes aos catalisadores. É assim que estão a roubar carros em Portugal

Números continuam a aumentar

Com o aumento do movimento junto às praias, também este tipo de criminalidade acompanhou a tendência.

A época balnear ainda não terminou, mas face a 2020, só na Costa da Caparica, o aumento do roubo de catalisadores já cresceu 388%, num total de 35 ocorrências, das quais 17 aconteceram em locais de estacionamento junto às praias. Um fenómeno que se estende de norte a sul do país.

Volkswagen Golf que tentaram roubar
Imagem cedidas por um leitor da Razão Automóvel, na Costa da Caparica. O ladrões foram apanhados em flagrante delito, porém não conseguiram concretizar o roubo do catalisador.

No que se refere à atuação das autoridades, a GNR afirma estar neste momento “particularmente atenta a este fenómeno criminal”, sendo os distritos de Lisboa, Setúbal e Porto os mais afetados, pese embora existam ocorrências dispersas por todo o território nacional.

A Guarda Nacional Republicana registou, no ano de 2020, 173 ocorrências de furtos de catalisadores, sendo que no ano de 2021 foram registadas até ao último dia 23 de agosto, 1160 ocorrências (dados provisórios).

O roubo dos catalisadores está a crescer. Porquê?

Como já referimos anteriormente — nesta reportagem dedicada ao roubo de automóveis em Portugal — o crescimento do roubo de catalisadores está diretamente relacionado com o aumento de preço dos metais nos mercados internacionais.

Produzidos com recurso a metais raros como o ródio, o paládio ou a platina, os catalisadores são hoje mais valiosos que nunca.

Material apreendido
O «modus operandi» consiste em colocarem-se debaixo da viatura para procederem ao corte do catalisador recorrendo a um equipamento de corte, por exemplo uma rebarbadora elétrica. Outra possibilidade consiste no furto da viatura e deslocação para um local ermo ou recôndito, de modo a que possam retirar o catalisador.

O ouro, a prata e a platina podem ser os metais preciosos mais conhecidos, mas o ródio é o mais valioso de todos. Pode nunca ter ouvido falar deste metal, mas o ródio é um dos muitos metais que pode encontrar no catalisador do seu automóvel.

Em 2014 cada onça de ródio (28,35 g) custava cerca de 872 euros. Hoje os valores são totalmente diferentes: cada onça de ródio vale mais de 20 000 euros.

Em contraste, o paládio tem um valor de 85 euros por grama (2400 dólares por onça). O curioso é que, há cinco anos, um grama de paládio custava 15 euros, cinco a seis vezes menos do que o seu valor atual. Valores que, somados, significam que um catalisador roubado pode render mais de 300 euros no «mercado negro».

Material apreendido pela GNR

Fonte: Guarda Nacional Republicana.

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