V12

É assim que um Ferrari 250 GTO de 50 milhões de euros deve ser usado

Pode ser um dos carros mais valiosos do mundo, mas não está fechado a "sete chaves" numa garagem. É assim que acreditamos que um Ferrari 250 GTO é feliz…

Existem poucos carros no mundo capaz de ofuscar por completo um Bugatti Veyron, ainda para mais quando este hiperdesportivo se apresenta na exclusiva — e valiosa — “roupagem” Grand Sport Vitesse. Mas quando do outro lado está um Ferrari 250 GTO, o melhor que este Bugatti tem a fazer é sonhar. Sonhar que um dia alguém olhe para ele da mesma forma…

Um início demasiado poético? Talvez. Mas este “Cavallino Rampante” pede isto e muito mais. Soubesse eu escrever um poema romântico em italiano e acreditem que era isso que eu tinha feito.

Considerado o modelo automóvel mais valioso do mundo, o Ferrari 250 GTO só viu 39 unidades serem produzidas e quase todas as que ainda sobrevivem estão fechadas a “sete chaves”.

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Ferrari 250 GTOFoi por causa de automóveis como este, capazes de render várias dezenas de milhões de euros sempre que mudam de mãos, que surgiu o termo “garage queen” — ou rainha de garagem. Tudo porque os seus proprietários os vêem como investimentos chorudos e não como automóveis. Fechados — dentro de “bolhas” onde a qualidade e temperatura do ar é controlada para não danificar a pintura — eles não se desgastam nem correm o risco de sofrer um acidente.

Mas felizmente há quem não pense desta forma e acredite que a melhor forma de “tratar” este tipo de automóveis é fazendo aquilo para o qual eles fora construídos: andar na estrada.

Ferrari 250 GTO
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O proprietário deste Ferrari 250 GTO de 1962 pensa exatamente desta forma e para nossa alegria — nossa e de todos quantos gostam de automóveis — podemos vê-lo na estrada, ao longo de oito minutos, num vídeo filmado pelo youtuber TheTFJJ — no Reino Unido — a partir de um… Bugatti Veyron Grand Sport Vitesse. Percebem agora porque o trouxe para a conversa?

O som do motor V12 atmosférico de 3.0 litros com 300 cv deste 250 GTO é, só por si, uma experiência. Todos os petrolhead do mundo mereciam ouvir, nem que fosse só por uma vez, o “gritar” deste 12 cilindros em V, sem filtros, ao vivo.

Mas quando conhecemos melhor a história deste exemplar, percebemos que ele é mesmo uma espécie de “unicórnio”: foi o segundo 250 GTO a ser construído e o primeiro deles a competir. Competiu nas 12 Horas de Sebring de 1962, nos Estados Unidos da América, com Phil Hill e Olivier Gendebien ao volante e terminou em segundo na geral.

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Quanto ao preço, é difícil “atirar” um valor para este 250 GTO em concreto — sabemos que quando esteve à venda em 2016 estavam a pedir 50 milhões de euros (mais milhão menos milhão). Mas há três anos, outro Ferrari 250 GTO que também competiu, terá sido vendido por aproximadamente 60 milhões de euros, o que o torna o carro mais caro de sempre.

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