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OE 2021

ARAN. “O Governo está a destruir um setor para garantir votos no OE 2021”

A Associação Nacional do Ramo Automóvel (ARAN), contesta a proposta do PAN para o Orçamento do Estado 2021, que considera "fundamentalista" e corta "um dos poucos apoios ao setor automóvel".

A ARAN está indignada com a limitação de incentivos fiscais aos veículos híbridos proposto pelo partido PAN – Pessoas Animais e Natureza. E alerta para os fortes prejuízos que irá provocar no setor automóvel. Um setor que em Portugal representa 8% do PIB.

“Este é um Orçamento mau para o setor que ficou péssimo para garantir a sua aprovação. Esta é uma medida que parece preferir um parque automóvel antigo e mais poluente. O Governo está a destruir um setor para garantir votos de apoio no Orçamento do Estado para 2021″, afirma Rodrigo Ferreira da Silva, presidente da ARAN.

O mesmo responsável acrescenta “Este é um retrocesso nas metas ambientais estabelecidas pelo Governo. A aprovação desta proposta são vários passos atrás na estratégia do Governo, com um impacto muito negativo no setor automóvel”.

A ARAN vem assim contestar a proposta aprovada pelo PS, Bloco de Esquerda e PAN no Parlamento, e que poderá cortar um dos poucos apoios que existiam para o setor automóvel.

Carros mais velhos, mais poluentes e menos seguros

Mas os argumentos da associação não são apenas económicos. “Esta proposta está a hipotecar a pegada ambiental, pois o parque automóvel nacional está muito envelhecido e com o incentivo à aquisição de veículos híbridos estava a ser promovido um investimento em veículos mais amigos do ambiente. Sem esquecer o maior risco de sinistralidade, pois os veículos com mais idade são menos seguros. Ora esta proposta vem contrariar todo o investimento que estava a ser realizado a este nível. Está a ser esquecida a importância que os carros híbridos têm na redução da poluição nos centros das cidades, designadamente nos períodos de “para arranca” nas horas de maior transito, com emissão de poluição, muito prejudiciais para os peões” defende Rodrigo Ferreira da Silva.

Pelos vários motivos expostos, a ARAN apela assim ao retrocesso desta proposta que, alinhada com a redução de impostos aos veículos usados importados, acentuará as dificuldades económicas do setor, assim como o envelhecimento do parque automóvel que conta com uma idade média de 12,7 anos, a mais alta de sempre.

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