Pintura

Para melhor proteger a pintura, a Ford até criou excrementos artificiais de pássaros

Leram bem… A Ford não olha a obstáculos para criar pinturas automóveis mais resistentes, criando até excrementos artificiais de pássaros para as testar.

A Ford testa todos os aspetos dos seus veículos, até a resistência da pintura às agressões exteriores, como os “bombardeamentos” protagonizados pelas aves — é a razão por detrás da criação dos seus próprios excrementos artificiais de pássaros.

O cenário é familiar e esses demónios alados parece que adivinham… Acabamos de lavar o carro e é praticamente garantido que teremos uma caganita de pássaro em cima da nossa imaculada viatura pouco tempo depois.

O problema não é apenas estético ou de limpeza; os excrementos de pássaros podem ser bastante danosos para a pintura do automóvel.

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Os excrementos artificiais de pássaros da Ford

Para conseguir pinturas mais resistentes, estas fezes sintéticas são criadas em laboratório e, de acordo com a Ford, são extremamente realistas podendo refletir até dietas variadas, logo, níveis de acidez diferentes, da maioria das aves europeias.

São posteriormente aplicadas sobre as superfícies pintadas do veículo através de um spray. De seguida são envelhecidas num forno a 40° C, 50° C e 60° C, replicando as condições reais e a alta temperatura, de modo a levar ao limite a proteção da corrosão da pintura.

Excrementos de Pássaro

Os testes que a Ford efetua com os seus excrementos artificiais de pássaros permitem ajustar com precisão os pigmentos, resinas e aditivos da pintura, para acentuar as suas características protetoras, independentemente das condições do clima ou dos vários tipos de poluentes que podemos encontrar.

O teste com excrementos de pássaro é apenas um de vários que a Ford efetua: também aplica ácido fosfórico (misturado com detergente em spray), pólen artificial, até bombardeia a pintura com luz ultavioleta até 6000 horas num laboratório de iluminação, congela-a, expõe-a a vários tipos de sujidade comum, humidade, sal e também manchas de combustível.

Agora que as temperaturas começam a subir, também sobe o nível de ameaça para a pintura do automóvel. Não só há mais aves, como a pintura suaviza e expande sob a luz solar intensa. Ao arrefecer, volta a contrair, pelo que a sujidade nela, incluindo os excrementos de pássaros, ainda mais aderem à pintura — pode deixar até marcas permanentes só possíveis de retirar com recurso a tratamentos especializados.

Recomendações

Ao contrário dos excrementos artificiais de pássaros criados pela Ford, a marca recomenda que não deixem as caganitas sobre a carroçaria do vosso automóvel.

Removam-nas gentilmente com recurso a uma esponja e água morna com champô de pH neutro. A Ford recomenda ainda que encerem as superfícies pintadas uma a duas vezes por ano, que ajuda a garantir maior resistência aos ataques mais severos.


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