Tecnologia

Estradas mais seguras com tecnologia 5G? A SEAT acredita que sim

Para a SEAT os automóveis conetados são o futuro. Para os levar para fora das cidades a marca espanhola confia em drones e… na tecnologia 5G.

O projeto IoT (Internet of Things) e o automóvel conetado da SEAT chegaram às zonas rurais e vieram provar que o 5G e a comunicação entre veículos em tempo real não são apenas sinónimo de ambientes urbanos.

Depois de o automóvel conetado da SEAT ter sido testado em ambiente urbano numa primeira fase do projeto durante a qual foi posta à prova a sua capacidade de interagir com dispositivos integrados na infraestrutura viária como câmaras, sinais luminosos ou sensores infravermelhos, agora chegou a altura de “mudar de ares”.

Assim, a SEAT, a Telefónica, a DGT, a Ficosa e a Aeorum começaram um projeto piloto de IoT (Internet of Things) no qual levaram o automóvel conetado da SEAT até Robledillo de la Jara, uma vila localizada nas montanhas a 80 km de Madrid, para testar as capacidades de um automóvel conetado longe das cidades.

VÊ TAMBÉM: Testámos o SEAT Ibiza 1.6 TDI 95 cv DSG FR. Quanto valem duas siglas?
SEAT Ateca
Graças ao uso de um drone e de tecnologia 5G o automóvel conetado da SEAT até em meio rural apresenta as suas mais valias.

Segundo a SEAT, o objetivo deste projeto foi “dar ao condutor um “sexto sentido” para evitar acidentes”. Aliás, segundo as associações automóveis internacionais de 5G (5GAA), a implementação da tecnologia 5G ao volante  poderá vir a traduzir-se numa redução do risco de acidentes na casa dos 69%.

Neste teste piloto, incorporámos um drone, que envia a informação para a rede móvel e para o veículo, e o condutor pode ver as informações exibidas no painel de instrumentos

César de Marco, responsável pelo 5G Connected Car da SEAT

O teste foi efetuado com recurso a um automóvel conetado da SEAT e a um drone. De acordo com a SEAT, o uso desta tecnologia associada à conetividade 5G vai permitir que o tempo de reação desde a deteção do obstáculo até à comunicação com o carro seja de apenas 5 milissegundos.

SEAT Ateca
O sistema permite detetar obstáculos na estrada e avisar o condutor através de um alerta no painel de instrumentos.

Para teres uma ideia, o ser humano demora cerca de 150 milissegundos a reagir ao toque, visão e cheiro, ou seja, o que a SEAT propõe é um tempo de reação 30 vezes mais rápido!

Caso te estejas a perguntar como pode um carro conetado funcionar em meio rural, deixamos-te aqui a explicação:

  1. A câmara do drone captura uma imagem, por exemplo um ciclista a circular na estrada;
  2. O drone envia a imagem em tempo real a um servidor MEC (Multi-Access Edge Computing);
  3. O servidor MEC dispõe de um software de visão artificial, que analisa a imagem e deteta se há uma bicicleta ou outro obstáculo na estrada;
  4. Uma vez analisada a informação, é enviado um aviso ao veículo conetado, e acende-se um alarme no painel de instrumentos. O condutor já sabe que há um ciclista mais à frente e que deverá agir com cautela para o ultrapassar.

No fundo, esta tecnologia que a SEAT está a testar pretende “ver para lá das curvas”, algo que ao que parece começa a ser “moda”, uma vez que já a Nissan tinha mostrado uma tecnologia que permitia antecipar o que está para lá das curvas, o I2V.

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Qual foi o primeiro modelo da SEAT?
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O primeiro SEAT da história faz 65 anos
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