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Sergio Marchionne. “Mercados voltaram-se contra o Diesel, matando-o”

Alvo da ira dos mercados, o Diesel pode nunca mais recuperar na tabela de vendas. A opinião não é nossa; é do todo-poderoso líder do grupo Fiat Chrysler Automobiles, Sergio Marchionne.

Numa altura em que a Fiat Chrysler Automobiles se prepara para divulgar, já no próximo dia 1 de junho, a sua estratégia para os próximos cinco anos, o seu presidente assume uma perspetiva negativa daquilo que poderá ser o futuro dos Diesel. Confirmando, de certa forma, aquilo que os rumores já tinham anunciado: o abandonar dos motores a gasóleo, nas marcas Alfa Romeo, Fiat, Jeep e Maserati, até 2022.

O abandono (dos motores Diesel) já começou. Desde o Dieselgate, a percentagem de vendas Diesel tem vindo a reduzir-se, mês após mês. Não vale a pena negá-lo, tal como também é claro que os custos para fazer com que este tipo de motores cumpram as novas exigências, em termos de emissões, tornar-se-á, no futuro, proibitivo.

Sergio Marchionne, CEO da Fiat Chrysler Automobiles

Na opinião do italiano, a atual conjuntura mostra que será possível conseguir melhores ganhos com a eletrificação, do que investindo no desenvolvimento de novos motores a gasóleo.

Fiat 500x

“Temos de diminuir a nossa dependência no Diesel, de forma significativa”, afirma, em declarações reproduzidas pela britânica Autocar, o CEO da FCA. Acrescentando que, “sejam quais forem os argumentos em prol de qualquer um dos lados, os mercados já se voltaram contra o Diesel, praticamente, matando-o”.

“E não estou certo de que, tanto nós, FCA, como a própria indústria, tenhamos força para revitalizá-lo”, sentencia Marchionne.

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