Design

Lexus. Estilo radical é uma das estratégias da marca

A abordagem estilística da Lexus pauta-se por ser cada vez mais radical e polarizadora. Uma abordagem que não tem agradado a «gregos e troianos» mas que faz parte da estratégia da marca.

Adeus cinzentismo. Se na sua génese, em 1989, e durante grande parte da sua existência, a Lexus foi “acusada” de excesso de conservadorismo e até uma certa aproximação visual à rival Mercedes-Benz, hoje em dia, os Lexus não poderiam ser mais distintos.

Podemos acusar atualmente os premium alemães por, talvez, um excesso de aborrecimento visual — a lógica “boneca matriosca” —, e algum “bling” a mais, mas no geral, existe um sentido de contenção por vezes excessivo. A Lexus tem seguido um caminho próprio.

Lexus LF-1 Limitless Concept

Tendo como o maior impulsionador o próprio presidente da Toyota, Akio Toyoda, tanto a Lexus como a Toyota, iniciaram uma revolução interna visual, de modo a que os seus modelos se tornassem não só mais distintos como também visualmente dinâmicos, afastando definitivamente a imagem de carros “cinzentos” pelos quais eram conhecidos.

A Spindle grille

No caso da Lexus, a revolução teve como foco original a definição de uma nova grelha — ainda continua a ser um dos elementos mais importantes na definição da identidade de uma marca. Foi denominada Spindle Grille, e resulta da união de duas formas trapezoidais invertidas relativamente uma à outra, assemelhando-se, nos contornos, à forma de uma ampulheta.

Temos de admitir que, goste-se ou não, foi uma solução eficaz — a Spindle Grille não só tornou as frentes dos Lexus distintos, como hoje em dia, facilmente a associamos à marca.

As críticas da “velha guarda”

O efeito polarizador é claro, e gera quantidades equivalentes de atração como de repulsa. Algo que os clientes mais conservadores não tem gostado.

Ninguém o pode afirmar melhor do que Jeff Bracken, vice-presidente da Lexus, em declarações à CarBuzz, durante o Salão de Detroit, onde a marca apresentou o LF-1 Limitless Concept, que se destacava por uma interpretação bastante expressiva da Spindle Grille:

Serei muito transparente. [A grelha] É a nossa assinatura. Alguns dos nossos modelos têm uma grelha mais expressiva do que outros. As pessoas que olham para ela como algo polarizador são, na sua maior parte, as pessoas que estão connosco desde o início. De facto, eu atendo chamadas de alguns destes proprietários e estou ao telefone com eles, literalmente, 45 minutos a uma hora, onde expressam a sua desilusão.

Mudança surge da necessidade

Bracken refere que é um problema, porque não querem perder os seus clientes mais fiéis, mas por outro lado, a mudança é vital para a sobrevivência da marca a longo prazo, atraindo novos clientes — não apenas novos para a Lexus, mas também mais novos de idade.

As linhas F e F Sport — as de aspeto mais dinâmico — não surtiram o efeito desejado em atrair clientes mais novos, pelo que, apesar das críticas dos seus clientes regulares, a marca continuará a seguir este caminho. Segundo Bracken, a imagem da Lexus estava associada a automóveis premium de elevada qualidade, mas por si só, não é suficiente para manter a Lexus relevante. Por isso a marca está a apostar mais no design:

É um movimento bastante intencional e estratégico da nossa parte. Se perdermos alguns dos nossos clientes tradicionais é perturbador para nós, mas não nos impedirá de seguir este caminho. Esperamos ganhar mais do que perdemos. Não queremos perder ninguém, mas…

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