Operário 2.0

Ford testa exoesqueleto para reduzir fadiga e lesões

A Ford iniciou um programa de testes onde os operários na linha de produção passam a estar equipados com um exoesqueleto para reduzir a fadiga e lesões.

Paul Collins trabalha na linha de produção na fábrica da Ford no Michigan, EUA. As suas funções implicam regularmente uma posição elevada dos braços, acima da cabeça. Obviamente, ao fim do dia, costas, pescoço e ombros ressentem-se bastante do stresse. Ele é um dos candidatos perfeitos para testar a mais recente inovação da Ford: um exoesqueleto para o tronco que dá apoio extra aos braços enquanto realiza as suas tarefas.

O EksoVest, como é denominado, tem como objetivo reduzir a fatiga e possíveis lesões no cumprimento de tarefas na linha de montagem. Quando consideramos que a mesma tarefa, que obriga olhar para cima e esticar os braços acima da cabeça, é repetida 4600 vezes ao dia e até um milhão de vezes ao ano, percebemos de como este tipo de equipamentos podem beneficiar o trabalhador.

Adaptável e confortável

O colete, resultado de uma parceria entre a Ford e a Ekso Bionics, eleva e suporta os braços do operador enquanto este realiza este tipo de tarefas. O EksoVest adapta-se a pessoas de diferentes estaturas — tenham 1,5 ou 2,0 metros — e é confortável de usar, já que é muito leve, e permite que o trabalhador continue a mexer livremente os seus braços.

O EksoVest não apresenta nenhum tipo de mecanismo motorizado, mas permite uma assistência variável e ajustável de elevação entre 2,2 kg e 6,8 kg por braço. Para os operários inscritos no programa piloto, as vantagens deste exoesqueleto são óbvias. Nas palavras de Paul Collins, “desde que comecei a usar o colete, não estou tão dorido e tenho mais energia para brincar com os meus netos quando chego a casa”.

Trabalhar em cooperação com a Ford permitiu-nos testar e otimizar protótipos prévios do EksoVest, baseado nos comentários dos seus operários da linha de produção. O resultado é uma ferramenta vestível que reduz a pressão sobre o corpo, reduzindo a possibilidade de lesões, e ajudando-os a sentirem-se melhor ao final do dia — aumentando a produtividade e a moral.
Russ Angold, co-fundador e diretor tecnológico da Ekso Bionics
EksoVest - exosqueleto para o operário da linha de produção

O programa piloto decorre atualmente em duas fábricas da Ford, mas existem planos para expandi-los para a Europa e América do Sul. Segundo a marca norte-americana, o EksoVest é o último exemplo de tecnologia avançada aplicada nas linhas de produção de modo a reduzir o stresse físico e risco de lesões.

Entre 2005 e 2016, a Ford viu, nas suas unidades norte-americanas, 83% de redução no número de incidentes que resultaram em dias de baixa, restrições nas funções ou transferências de emprego, para um mínimo recorde de 1,55 incidentes por 100 trabalhadores.

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