Opel lança novo motor Diesel 2.0 BiTurbo de última geração

Este novo propulsor estará disponível em toda a gama Opel Insignia.

O novo motor Diesel 2.0 BiTurbo da Opel debita 210 cv de potência às 4000 rpm e 480 Nm de binário máximo logo a partir das 1500 rpm. Este elevado desempenho é obtido graças ao sistema de sobrealimentação com dois turbocompressores que funcionam em sequência, em duas fases.

Os consumos oficiais de acordo com a norma New European Driving Cycle, no Grand Sport (berlina), são de 8,7 l/100 km em circuito urbano, 5,7 l/100 km em circuito extraurbano e 6,9 l/100 km em circuito misto, este correspondendo a emissões de CO2 de 183 g/km. O novo Insignia BiTurbo consegue acelerar de zero a 100 km/h em apenas 7,9 segundos e alcança a velocidade máxima de 233 km/h.

Sistema de vetorização de binário

O novo motor surge no Opel Insignia sempre em combinação com a nova caixa automática de oito velocidades e o novo sistema de tração integral com vetorização de binário, tecnologia apresentada pela Opel para a nova geração Insignia.

Opel Insignia biturbo country tourer
O novo Opel Insignia Country Tourer é outra das novidades Opel, que chega antes do final do ano.

A par do débito de potência, a disponibilidade de binário e o refinamento do novo motor apresentam melhorias face ao atual 2.0 Turbo D de 170 cv (consumos NEDC no Grand Sport de tração dianteira: urbano 6,7 l/100 km, extraurbano 4,3 l/100 km, misto 5,2 l/100 km, emissões CO2 136 g/km).

Motorização compatível com o “futuro”

O novo BiTurbo de quatro cilindros é o primeiro motor da Opel a cumprir os requisitos da norma Euro 6.2, que entrarão em vigor no outono de 2018 e é válida para todos os veículos novos matriculados a partir dessa altura.

Portanto, a par dos números NEDC, a Opel divulgou valores de consumo deste motor segundo o padrão Worldwide Harmonized Lightduty Vehicles Test Procedure (WLTP) – sabe mais aqui. O padrão WLTP leva em consideração diferentes tipos de condução, o que permite aos consumidores avaliarem melhor qual o patamar de consumo em que se poderão situar

Os valores WLTP (Insignia Grand Sport 2.0 BiTurbo: intervalo de 12,2-6,2 [1] l/100 km; ciclo misto 8,0-7,5 l/100, emissões de CO2entre 209-196 g/km) traduzem os consumos de forma muito mais realista por comparação com o padrão oficial NEDC (Insignia Grand Sport 2.0 BiTurbo: urbano 8,7 l/100 km, extraurbano 5,7 l/100 km, misto 6,9 l/100 km, emissões COde 183 g/km).

Preocupação com as emissões

Tal como no 2.0 Turbo D que já conhecemos, o novo topo de gama Diesel da Opel possui um sistema de tratamento de gases de escape com catalisador de redução seletiva (SCR), com injeção de AdBlue, para reduzir as emissões dos óxidos de azoto (NOx).

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O escape do 2.0 BiTurbo possui igualmente um filtro de partículas – padrão na indústria – que está colocado mais próximo do motor, aquecendo mais rapidamente e conseguindo efetuar regenerações mesmo a baixas temperaturas de escape (condução a ritmos lentos).

Como funcionam os turbos?

Durante todas as fases de desenvolvimento, a Opel tentou obter um motor simultaneamente eficiente e dinâmico. O ar é admitido pelo primeiro turbocompressor, onde é comprimido e passado à segunda turbina. Esta gestão faz-se com recurso a tecnologia de geometria variável, conseguindo-se assim melhorar o desempenho a baixos regimes e aumentar o débito de potência a rotações mais elevadas.

Chassis adaptativo e sistema de vetorização de binário. Sem dúvida, o Insignia mais dinâmico de sempre.

Do lado da admissão existe também um permutador de calor que arrefece o ar comprimido antes de este entrar na câmara de combustão. Aqui, a injeção de gasóleo está a cargo de injetores de sete orifícios, capazes de efetuarem até 10 sequências por cada ciclo de motor, a elevadíssimas pressões (2000 bar).

Em função do regime de funcionamento do motor e da carga solicitada, a pressão de sobrealimentação é controlada através de três válvulas de passagem e de um atuador elétrico na turbina.

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Além da entrega da potência, outra preocupação da Opel foi a suavidade de funcionamento. Daí a opção por uma arquitetura de cambota de ferro forjado, veios de equilíbrio, volante do motor reforçado e carter de duas secções, com o objetivo de reduzir as vibrações e o ruído típico dos motores Diesel. Para baixar consumos, a bomba de água é elétrica e só liga quando a temperatura do líquido de arrefecimento atinge um determinado nível.

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