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Mini Remastered. Parece um Mini clássico? Então vê o interior

Também o icónico Mini é alvo da vaga restomodding. O Mini Remastered pela David Brown Automotive eleva o estatuto do Mini a objeto de luxo.

A David Brown Automotive, convém esclarecer, nada tem a ver com o Sr. David Brown da Aston Martin, que deu origem, há tantas décadas atrás, à linhagem DB na marca britânica. O uso do mesmo nome justifica-se pela coincidência do fundador da David Brown Automotive (DBA) ter exatamente o mesmo nome do antigo dono da Aston Martin.

Talvez seja ironia que a sua primeira criação tenha sido o Speedback GT, apresentado em 2014. Um coupé GT de grandes dimensões que recupera o estilo dos… Aston Martin DB5 e DB6.

O próximo capítulo da história da DBA não podia ser mais diferente. Tal como os Porsche 911 “re-imaginados” da Singer, David Brown aplicou os mesmos princípios ao mais icónico dos citadinos, o Mini de sir Alec Issigonis. O devidamente denominado Mini Remastered foi compreensivelmente revisto. Carroçaria, mecânica e interior receberam a atenção dos responsáveis da David Brown Automotive.

 

Por fora, destaca-se o aspeto depurado da carroçaria sem costuras a unir os seus painéis e pintura meticulosa. A carroçaria recebeu painéis novos, reforçados e até ganha níveis de insonorização civilizados. Distingue-se ainda por possuir uma grelha única e novas óticas, destacando-se as óticas traseiras que são as que mais se distanciam do original.

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Para motivar o pequeno Mini, a DBA usa unidades recondicionadas do quatro cilindros e 1275 cc que equiparam o Cooper S e o 1275 GT. O motor pode apresentar vários estágios de preparação, com potências anunciadas de 79 e 99 cavalos para as edições especiais Inspired by Cafe Racers e Inspired by Monte Carlo, respetivamente. Associados a estes propulsores está presente uma transmissão manual de quatro velocidades.

A DBA promete também alterações ao chassis, apesar de as mesmas não terem sido especificadas. O Mini Remastered pesa cerca de 740 kg,

Um Mini com Apple Car Play

O interior do Mini Remastered é, definitivamente, onde podemos observar as maiores alterações. Descrever um Mini clássico com sistema de infoentretenimento, bluetooth e entrada USB/Aux no interior do porta luvas é inédito. Destaca-se o sistema de infoentretenimento – que inclui Apple Car Play – composto por um ecrã táctil de 7″, ocupando uma posição proeminente no painel de instrumentos.

Mini Remastered interior - David Brown Automotive

O interior ganha conteúdo tecnológico e uma apresentação mais cuidada, com foco na experiência tátil. Diversos tipos de pele revestem o interior, os botões passam a ser de alumínio, os painéis das portas são novos e ganha um novo volante Mota-Lita. Também recebe novos bancos, tanto à frente como atrás. Como seria de esperar, existe enorme espaço para personalização. Desde cores, aos revestimentos, até às jantes.

Quanto custa esta excentricidade?

Bem, aqui não temos boas notícias. O trabalho extenso, meticuloso e moroso, traduzindo-se em mais de 1000 horas de mão-de-obra, refletem-se no preço. Este ascende a 82 mil euros, mais euro menos euro. É uma soma considerável para um Mini. Mas ao lado do Speedback GT até parece uma pechincha, já que este ascende a mais de 700 mil euros.

A produção do pequeno Mini Remastered andará pelas 50 a 100 unidades por ano. As duas edições especiais iniciais “Inspired by” serão produzidas em cerca de 25 unidades cada. A apresentação pública ocorrerá no Top Marques no Mónaco em finais de abril.

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