Centro de testes da Mercedes-Benz. Antigamente era assim.

Foi precisamente há cinco décadas que a Mercedes-Benz apresentou pela primeira vez aos jornalistas o seu novo centro de testes em Untertürkheim, Estugarda.

Estávamos em meados da década de 50. A gama de modelos Mercedes-Benz estendia-se dos executivos de três volumes aos autocarros, passando pelas carrinhas e terminando nos polivalentes Unimog.

Uma gama de modelos que continuava a crescer, como resposta à procura cada vez maior. Faltava, no entanto, uma pista de testes próxima das linhas de produção que permitisse avaliar o comportamento dos diferentes tipos de veículos no portefólio da Mercedes-Benz.

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Nesse sentido, Fritz Nallinger, chefe de desenvolvimento da Daimler-Benz AG, sugeriu criar uma pista de testes adjacente à fábrica de Untertürkheim, em Estugarda.

A ideia recebeu luz verde para avançar e deu origem, em 1957, a um primeiro segmento com uma pista de testes circular de diferentes superfícies – asfalto, betão, basalto, entre outras. Mas rapidamente se tornou evidente de que esta pista era insuficiente para “as exigências dos testes a veículos comerciais e de passageiros”.

Todos os caminhos iam dar a Estugarda

Nos 10 anos que se seguiram, a Mercedes-Benz continuou a trabalhar afincadamente na extensão e melhoria destas instalações, onde até então os engenheiros testavam secretamente os protótipos dos modelos de produção.

Até que em 1967 foi apresentado finalmente o renovado centro de testes da Mercedes-Benz, um complexo com mais de 15 km de extensão.

O grande destaque era sem dúvida a pista de testes de alta velocidade (na imagem em destaque), com 3018 metros e curvas com 90 graus de inclinação. Aqui, era possível atingir velocidade até aos 200 km/h – que segundo a marca chegavam a ser quase “fisicamente insuportáveis para o ser humano” – e curvar sem colocar as mãos no volante, com todo o tipo de modelos.

Uma parte indispensável dos testes de endurance era a secção “Heide”, que replicava os troços em más condições da estrada de Lüneburg Heath da década de 50, no norte da Alemanha. Ventos fortes laterais, mudanças de direção, buracos na estrada… tudo o que possam imaginar.

Desde então, o centro de testes em Untertürkheim tem-se vindo a modernizar consoante os tempos com novas zonas de teste. Uma delas é a secção com um piso de baixo ruído apelidado de «whisper asphalt», ideal para medir os níveis de ruído em andamento.

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