Tudo o que sabemos sobre o novo Nissan Juke

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Tudo o que sabemos sobre o novo Nissan Juke

O impacto do Nissan Juke no mercado não se deu apenas pelo seu estilo ousado e pouco consensual. Foi ele o detonador da explosão do segmento B CUV, que é como quem diz, os utilitários crossover que hoje populam as nossas ruas.

Desde 2010, o ano de lançamento do Nissan Juke, a concorrência não tem parado de crescer – Renault Captur, Peugeot 2008, Fiat 500X -, pelo que urge uma nova geração do popular crossover.

E se há aspeto que marca o Nissan Juke é o seu design e estilo. Em 2015 a Nissan apresentou o concept Gripz (em destaque), um estudo que procurou fundir a linhagem de coupés Z da Nissan com a altura ao solo acrescida de um crossover. É aqui que deverá estar a grande fonte de inspiração para o sucessor do Juke.

No entanto, outros rumores indicam que a Nissan possa seguir uma via mais convencional, usando o crossover Nissan Kicks como referência, modelo vendido no mercado sul-americano.

Independentemente do caminho escolhido, as novidades mais substanciais encontram-se por baixo da nova carroçaria. A maior novidade será a troca da atual plataforma B0 pela nova CMF-B. A Common Module Family (CMF) caracteriza-se pelo recurso a grandes grupos de módulos permutáveis, permitindo maior flexibilidade e redução de custos.

Já usada na sua variante CD nos segmentos médios da Aliança Renault-Nissan, esta nova variante será estreada precisamente pelo Nissan Juke. Deverá ser a fundação futura de todos os modelos do segmento B desta Aliança.

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Entre as maiores vantagens da CMF-B reside um packaging mais eficaz. Isto significa que um dos aspetos mais criticados no Nissan Juke – a sua habitabilidade traseira –  será corrigido. Usando o novo Nissan Micra como referência, é de esperar que o ecrã de infoentretenimento seja o destaque e a personalização seja um tema forte, tal como acontece no Micra.

Diesel, vai ou fica?

No campo das motorizações teremos várias novidades – também graças à nova plataforma -, onde se destaca uma nova unidade de três cilindros de 1.0 litro com turbo, que substitui a atual 0.9 usada em outros modelos da Nissan e Renault. Mantém-se o 1.6 turbo a gasolina no topo da gama.

As dúvidas incidem sobre a permanência da motorização Diesel no próximo Nissan Juke. O 1.5 dCi provavelmente continuará na nova geração, mas existem rumores de que a Nissan poderá prescindir desta unidade e substitui-la por uma motorização híbrida.

2015 Nissan Gripz

Se o Diesel permanecerá ou não, teremos de esperar pela confirmação, mas a motorização híbrida é uma certeza. Um híbrido do tipo plug-in é a opção que reúne mais consenso. Opção que poderá ser complementada com uma outra, mais simples e acessível que um híbrido convencional como o Toyota Prius.

Trata-se de uma opção semi-híbrida, baseada em sistemas elétricos de 48 volts, e devem tomar o lugar dos Diesel nos segmentos mais baixos do mercado ao entrarmos na próxima década. Precisamente onde se encontra o Juke.

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