Fórum Nissan: e se o teu automóvel fosse uma fonte de rendimento?

O Fórum Nissan para Mobilidade Inteligente reuniu vários especialistas para falar do futuro da mobilidade.

Vários especialistas europeus e nacionais reuniram-se na passada quinta-feira (27) no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, para uma iniciativa inédita em Portugal. As conclusões do painel de oradores do Fórum Nissan para Mobilidade Inteligente não poderiam ser mais contundentes: nos próximos 10 anos a indústria automóvel mudará mais do que nos últimos 100, e Portugal terá um papel fundamental nessa mudança.

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José Mendes, secretário de Estado Adjunto e do Ambiente, alertou para a necessidade de se apostar nos veículos de emissões zero no nosso país. “Se nada for feito, o aquecimento global pode fazer descer o PIB mundial em 10% até ao final do século. Para além das questões de sustentabilidade ambiental, essa foi uma das razões porque Portugal decidiu ser um dos primeiros países a lançar uma rede de energia elétrica renovável”, afirma.

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Uma das marcas que tem estado na linha da frente desta mudança é precisamente a Nissan, organizadora do evento. Guillaume Masurel, diretor-geral da Nissan Portugal, reforçou que apesar de ser líder mundial em veículos elétricos, a marca nipónica não se limita a produzir automóveis com emissões zero. “A Nissan quer partilhar a sua visão, as suas ideias, mas também a sua tecnologia para uma integração mais sustentável do automóvel na sociedade”.

Um novo mundo de oportunidades

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Além de todas as vantagens inerentes aos veículos de emissões zero, o painel de oradores teve ainda a oportunidade de debater os novos modelos de negócios que irão resultar desta mudança. Num futuro próximo, os automóveis deixarão de ser apenas veículos de transporte de pessoas, para passarem a representar uma fonte de rendimento para as famílias e as empresas. Como? Não só através de serviços de «carscharing» (entre outros) mas também desempenhando simultaneamente uma função ativa na gestão das redes elétricas, devolvendo energia à rede que poderá ser útil em períodos de maior procura.

O fórum encerrou com a intervenção de Jorge Seguro Sanches, secretário de Estado da Energia, que afirmou que “Portugal, não tendo combustíveis fósseis, apostou nas energias renováveis. Estes investimentos colocaram Portugal no radar internacional e o sistema elétrico nacional está preparado para responder aos novos tempos.”

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