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Audi A9 e-tron: mais devagar Tesla, mais devagar…

A ofensiva da Tesla no segmento dos elétricos premium não podia ficar sem resposta durante muito mais tempo. Agora foi a vez da Audi anunciar os planos da sua ofensiva eléctrica para os próximo anos, confirmando o Audi A9 e-tron.

Rupert Stadler, CEO da Audi, já deu “OK” à produção de uma berlina de luxo cem por cento elétrica: o Audi A9 e-tron. Um modelo inédito que segundo este responsável estará à venda em 2020. Quando chegar ao mercado, o Audi A9 e-tron terá pela frente a concorrência instalada do Tesla Model S e certamente a concorrência de outras propostas oriundas da concorrência mais habitual à marca de Ingolstadt: a Mercedes-Benz, Volvo e BMW.

Segundo a Autocar, o A9 e-tron partilhará a sua base tecnológica com o SUV Q6 e-tron (que tem lançamento previsto para 2018). Nomeadamente os três motores elétricos (um no eixo da frente e outros dois nas rodas traseiras) e também a plataforma. Quanto aos números, avança-se uma potência máxima que deverá superar os 500 cv (em modo desportivo) e um binário máximo de 800 Nm. A autonomia prevista é de cerca de 500 km.

Nas imagens: Audi Prologue Concept

a9 e-tron 2

“Em 2020 teremos três modelos cem por cento elétricos”, afirmou Rupert Stadler, à Autocar. O objetivo segundo este responsável é que  “em 2025, 25 por cento da nossa gama seja elétrica”. A Audi promete ainda uma experiência de condução diferenciada da concorrência, graças às afinações especificas do sistema quattro que vão ser adoptadas nos modelos eléctricos e à tecnologia adoptada nas motorizações. “Alguns adversários optaram por motorizações síncrono de alta potência, mas a relativamente baixas rotações”, explicou o responsável de pesquisa e desenvolvimento da Audi, Stefan Knirsch. A Audi vai seguir um caminho distinto, recorrendo a motores assíncronos “que normalmente alcançam níveis de potência semelhantes, mas a rotações muito mais elevadas. Estamos convencidos de que eles oferecem níveis de eficiência mais elevados do que os motores síncronos”.

Resposta dos «poderes instalados» à Tesla

Audi, Mercedes-Benz, Porsche, Lexus, Volvo, BMW – apenas para mencionar as referências premium. Todas elas são marcas com dezenas de anos de história – em alguns casos até com mais de uma centena de anos de história – e todas elas foram olimpicamente encostadas à corda por um caloiro, a Tesla. Esta marca norte-americana só não «chegou, viu e venceu» porque ainda está por provar a sustentabilidade do seu modelo de negócio. Ainda assim, dúvidas à parte, a verdade é que «a partir do zero» a Tesla conseguiu afirmar-se junto dos consumidores como a referência nos modelos eléctricos. Foi um abanão tremendo nas fundações da indústria automóvel!

Um abanão a que as grandes marcas, habituadas a gastar centenas de milhões de euros no desenvolvimento dos complexos motores de combustão interna, têm tardado a responder. Será que estiveram em negação durante todo este tempo e que o futuro imediato, afinal, são mesmo os veículos eléctricos? A resposta é não. Acreditamos que a vida dos motores de combustão interna e o seu desenvolvimento ainda não está esgotado. Simplesmente a Tesla soube tirar vantagem da simplicidade tecnológica dos carros elétricos, que à parte dos sistemas de baterias (que pode ser solucionado com o recurso a fornecedores externos) é mais simples, acessível e menos dispendiosa.

Resta saber se a Tesla continuará o seu reinado por terras-ainda-não-tinham-sido-reclamadas, quando os gigantes da indústria automóvel chegarem com todo o seu peso a este segmento. A Tesla tem pelo menos mais dois anos para instalar-se verdadeiramente no mercado e ganhar força, caso não o faça arrisca-se a perecer perante o poderio, experiência e saber das marcas que atualmente lideram o mercado automóvel mundial.

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