Ensaio

Nissan X-Trail dCi 4×2 Tekna: a aventura continua…

Apenas disponível com o motor 1.6 dCi de 130 cv e 320 Nm, este "Qashqai de sete lugares" é tudo o que o seu irmão mais pequeno é, mas adiciona-lhe espaço.

Lá vai o tempo em que o Nissan X-Trail era conhecido apenas como um SUV “quadradão” destinado (quase sempre) a algumas aventuras off-road. Não me interpretem mal: a terceira geração (na versão 4×4) não fica de pé atrás… Continua pronta para as curvas – e montanhas – mas de uma forma mais contida e apresentável. A terceira geração Nissan X-Trail chegou e trouxe com ela uma missão complexa, mas que acabou por ser bem sucedida. O novo modelo assume a posição do antigo Nissan Qashqai +2 (modelo que foi descontinuado na geração anterior) e, ao mesmo tempo, pisca o olho aos clientes que ponderam adquirir um monovolume.

A nível estético, há um “novo” X-Trail. A anos de luz das gerações passadas, assume agora um design mais arrojado, moderno e premium, herdando a base de construção e as linhas do atual Nissan Qashqai. Trocando isto por miúdos: o Nissan X-Trail é um Qashqai “em ponto grande”.

Tendo mais 268mm a mais no comprimento e 105mm em altura, comparativamente ao Qashqai, faz com que o novo modelo não passe despercebido nas portagens e pague classe 2 – ou classe 1 com o serviço de Via Verde. Este, é o preço a pagar pelas dimensões exteriores – e interiores – bastante generosas (4640mm de comprimento, 1830mm de largura e 17145mm de altura). Graças ao aumento da distância entre eixos (61mm), o Nissan X-Trail acomoda sete pessoas, comprometendo naturalmente, o espaço de bagageira quando os dois acentos “a mais” estão montados, passando de 550l para 125l.

Nissan X-Trail-05

Para casos de necessidade maior, são impecáveis, mas, há que ter em conta que estes dois lugares são difíceis de utilizar por adultos – quem se lembra do antigo Qashqai+2, sabe do que falo. Não estamos a falar de um monovolume nato, mas sim de um crossover.

A nível de condução, o Nissan X-Trail tem muito boa estabilidade a qualquer velocidade e, para um crossover destas dimensões, não se porta nada mal em curva. Tem disponível apenas o bloco 1.6 dCi de 130 cv e 320 Nm que emite 129 g de CO2/km e pode ter uma caixa manual de seis velocidades ou uma automática de variação contínua XTronic.

Fugindo do conceito de citadino a sete pés, andar com o X-Trail em cidade pode ser mais desafiante, principalmente pela sua falta de agilidade – ainda dizem que o tamanho não importa… Este crossover não é destinado aos mais apressados: conta com uma aceleração dos 0-100km/h em 10,5 e atinge os 188km/h de velocidade máxima. Apesar disso, a posição alta de condução ajuda a compensar o seu tamanho.

Nissan X-Trail-10

A nível tecnológico, a Nissan pôs a “carne toda no assador”. Desde o sistema de infoentretenimento de grandes dimensões, ao computador de bordo cujas informações são projetadas num ecrã colocado entre o velocímetro e conta rotações, aos acessos diretos ao cruise control, telefone e rádio através do volante, câmara de 360º com sensores de estacionamento, tecto de abrir panorâmico, portão de bagageira automático, nada ficou esquecido no X-Trail.

O Nissan X-Trail está disponível no formato de tracção às duas (versão testada) e às quatro rodas, esta última com a mais recente transmissão All Mode 4×4-i da Nissan. Quanto a preços, variam entre 34.500€ e 42.050€, dependendo do nível de equipamento escolhido.

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