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Memorizem este nome: SOFC (Solide Oxyde Fuel-Cell)

Depois da invenção da roda, do motor de combustão e do "pisca" (brincadeira...) a SOFC (Solide Oxyde Fuel-Cell) poderá ser uma das tecnologias mais revolucionárias da história da indústria automóvel.

A Nissan está a desenvolver o primeiro automóvel do mundo alimentado por células de combustível de óxido sólido.

No futuro, qual será a tecnologia de propulsão que os automóveis vão utilizar? É uma das (muitas!) perguntas sem resposta com que a indústria automóvel se tem debatido. Sabendo que os motores de combustão interna têm os dias contados, as marcas têm investido centenas de milhões de euros no desenvolvimento de soluções alternativas, que vão desde carros 100% elétricos com bateria a outros, também 100% elétricos, mas a célula de combustível de hidrogénio. Porém, estas duas soluções padecem de alguns problemas.

No caso dos elétricos, é a autonomia das baterias e os tempos de carregamento que têm dificultado a implementação desta solução a larga escala. No caso dos veículos com célula de combustível a hidrogénio (como é o caso do Toyota Mirai) o problema prende-se com: 1) o recurso obrigatório a tanques de alta pressão devido à volatilidade do hidrogénio; 2) obriga ao desenvolvimento de uma rede de distribuição de raiz e; 3) custo de processamento do hidrogénio.

Então qual é a solução da Nissan?

A solução da Nissan chama-se Célula de Combustível de Óxido Sólido (SOFC (Solide Oxyde Fuel-Cell)) e utiliza bio etanol como combustível. Vantagem? Ao contrário do hidrogénio, este combustível não necessita de tanques de alta pressão nem de postos de abastecimento especiais. A SOFC (Solide Oxyde Fuel-Cell) é uma célula de combustível que utiliza a reação de múltiplos combustíveis, incluindo etanol e gás natural, com o oxigénio do ar, para produzir eletricidade com elevada eficiência.

Como funciona?

A célula de combustível e-Bio gera eletricidade através do SOFC (gerador elétrico) utilizando bio etanol armazenado no veículo e utiliza o hidrogénio extraído daquele combustível através de um reformador e o oxigénio atmosférico, com a subsequente reação eletroquímica a produzir eletricidade para alimentar o veículo. Ao contrário dos sistemas convencionais, a célula de combustível e-Bio possui a SOFC (Solide Oxyde Fuel-Cell) como fonte de alimentação, permitindo assim uma maior eficiência energética que permite ao veículo obter uma autonomia semelhante ao dos veículos a gasolina (mais de 600km).

SOFC (Solide Oxyde Fuel-Cell)

Adicionalmente as funcionalidades características da condução elétrica permitidas pelo automóvel com a célula de combustível e-Bio – incluindo a condução silenciosa, um arranque linear e a rápida aceleração – permite aos utilizadores desfrutar do conforto de um veículo 100% elétrico (VE).

E o bio etanol, de onde vem?

Os combustíveis de bio etanol, incluindo os produzidos a partir de cana-de-açúcar e de milho, estão disponíveis em grandes quantidades nos países da Ásia e América do Norte e do Sul. A célula de combustível e-Bio, utilizando bio etanol, pode assim disponibilizar uma solução de transporte amiga do ambiente e criar oportunidades na produção regional de energia, e apoiada nas infraestruturas já existentes. Com o sistema de bio etanol, as emissões de CO2 são neutralizadas dado que o sistema de crescimento da cana do açúcar, com o qual é produzido o biocombustível, permite a obtenção de um “Ciclo de Carbono Neutro”, praticamente sem aumento de CO2.

E o custo, será elevado?

Felizmente não. Os custos de utilização deste tipo de veículos vão ser equiparáveis aos dos VE atuais. Com um tempo de reabastecimento reduzido e um grande potencial de gerar energia elétrica, esta tecnologia vai ser ideal para os utilizadores que precisam de elevada autonomia e energia, sendo assim capaz de suportar diversos tipos de serviço, como por exemplo a grande distribuição.

É a beleza da inovação em «estado puro». Quando meio mundo pensava que a indústria ia seguir um determinado caminho, anunciando-se o hidrogénio como o combustível do futuro, surge uma nova tecnologia capaz de colocar tudo em causa. Avizinham-se tempos fantásticos.

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