Ao volante do novo Volkswagen Tiguan: evolução da espécie

Com 2.8 milhões de unidades vendidas desde 2007, o novo Volkswagen Tiguan é a “evolução da espécie”, mas será que tem o que é preciso para sobreviver? Estivemos em Berlim para guiar o novo Volkswagen Tiguan e estas são as nossas primeiras impressões ao volante.

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O novo Volkswagen Tiguan está quase a celebrar 10 anos de mercado, conta com 2.7 milhões de unidades vendidas e tem na Europa o seu “habitat natural”, com 85% das vendas a concentrarem-se no “velho continente”. Se há 10 anos o mercado dos SUV era uma realidade fervilhante, hoje está em êxtase total. E o que é que isto nos interessa?

A Volkswagen vai entrar na guerra dos SUV e promete até 2020 oferecer um SUV “por cada segmento relevante”. Nesta batalha que se aproxima, o Volkswagen Tiguan dá o primeiro grito e reúne argumentos para se destacar de outras duas propostas que se situarão abaixo no segmento: está maior, mais seguro mas também mais leve.

Mais…é menos

O novo Volkswagen Tiguan é o primeiro SUV da Volkswagen a utilizar a plataforma MQB, neste caso a MQB II. Isto permitiu a Klaus Bischoff, o designer responsável pelo novo Volkswagen Tiguan, seguir uma filosofia de “mais é menos” na concepção do novo modelo alemão.

O novo Volkswagen Tiguan está 33 mm mais perto do solo e 30 mm mais largo, o comprimento também aumentou 60 mm. A nova plataforma (MQB II) permite agora uma maior distância entre eixos, com o Tiguan a ganhar 77 mm neste capítulo. Mas estes números “enfadonhos” estão diretamente ligados ao que diferencia o novo Volkswagen Tiguan da anterior geração.

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Se as dimensões exteriores estão mais generosas, o mesmo se pode dizer do interior, que oferece mais espaço para bagagem e ocupantes. A mala, agora com 615 litros de capacidade, cresce mais 145 litros em relação à anterior geração. Não falta espaço para as malas das férias, nem mesmo para a tralha desnecessária que costumamos levar e nunca usamos. Com os bancos traseiros rebatidos, o espaço disponível para carga é de 1655 litros.

Ok, mas o que é que isso tem a ver com “mais é menos”?

Apesar de todo este aumento de espaço disponível, exterior e interior, o novo Volkswagen Tiguan apresenta credenciais renovadas ao nível da eficiência. A começar pelo coeficiente aerodinâmico de 0.32 Cx, 13% mais baixo em relação à anterior geração do SUV. Ao nível do peso a dieta pode não ser tão evidente à primeira vista (-16 kg em relação à anterior geração), mas a Volkswagen introduziu mais 66kg de material nesta geração, cuja função vai desde a segurança, até a um simples elemento estético. Ao nível da rigidez torcional também houve melhorias significativas, apesar da maior largura da abertura da mala e mesmo quando equipado com teto panorâmico.

Interior renovado

No interior a grande novidade vai para a estreia, no segmento dos compactos da Volkswagen, da instrumentação digital “Active Info Display”, um ecrã com 12.3 polegadas que substitui o tradicional quadrante. Integrado no cockpit completamente redesenhado, era um opcional exclusivo do Passat e conta aqui com um modo offroad, onde é possível obter dados específicos para utilização em fora de estrada, como a inclinação, bússola, etc. Ao serviço do condutor está também um head-up display, cuja informação mais relevante, incluindo dados de navegação, é projetada a laser numa superfície retrátil transparente.

Conectividade

Numa altura em que a palavra de ordem é “conetividade”, o novo Volkswagen Tiguan não recusa percorrer esse caminho e oferece as últimas soluções de integração para smartphones e serviços online: Apple Car Play e Android Auto estão disponíveis.

O ecrã touchscreen do rádio está disponível em duas medidas (5 e 8 polegadas) e outra das novidades, que já tínhamos experimentado no novo VW Touran, é o sistema CAM Connect, que permite a integração de uma câmara GoPro.

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Conforto

Os bancos são completamente novos e apesar da necessária redução de peso (-20% mais leves), o Volkswagen Tiguan oferece maior conforto em relação à geração anterior. A climatização é tri-zona e inclui um sensor de qualidade do ar e filtros para diminuir alergias ou a entrada de gases poluentes dentro do habitáculo.

A Volkswagen colocou a performance e a eficácia no topo das prioridades, a par da segurança e eficiência. Um conflito de interesses difícil de gerir? Nem por isso.

Segurança

Em primeiro lugar a segurança. Ao nível da segurança, o novo Volkswagen Tiguan oferece de série 7 airbags, incluindo airbag de joelho para o condutor. Aos tradicionais airbags junta-se o capot ativo (uma estreia nos modelos Volkswagen) e os sistemas Front Assist com identificação de peões, Lane Assist e travagem multi-colisão. Já o sistema de travagem pré-colisão é opcional e o sistema de alerta do condutor está disponível a partir da versão confortline.

Primeiras impressões com a motorização diesel

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A gama de motorizações também foi completamente atualizada e para o mercado nacional podemos contar inicialmente com o motor 2.0 TDI de 150cv, disponível nas versões 4×2 e 4×4, com preços a começar nos 38.730 euros.

Neste primeiro contacto guiámos o novo Volkswagen Tiguan 4×2 com motor 2.0 TDI de 150 cv com caixa manual, mas também a versão 4Motion desta motorização com caixa DSG7. Ainda houve tempo para um contacto com a motorização 2.0 TDI de 192 cv com DSG7 e 4Motion. Vamos por partes.

Sem dúvida que a par do motor 1.6 TDI de 115 cv, disponível para encomenda a partir de Maio, a versão 2.0 TDI de 150 cv (4×2) será uma das mais procuradas pelos portugueses. O Tiguan com a motorização de 150 cv é despachado, sendo mais do que suficiente para os desafios diários que este SUV terá de enfrentar. Nos testes em pista offroad, comprovámos também que cumpre os requisitos necessários para uma saída de estrada, sempre com as limitações normais de um SUV com características que privilegiam, em primeiro lugar, os espaços urbanos. Mas sim, faz mais do que subir passeios e o haldex de última geração assenta-lhe que nem uma luva.

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No interior há agora um seletor do modo de condução, parte integrante do pacote offroad disponível para os modelos com sistema de tração integral 4 Motion. Um toque mais requintado e uma estreia no Volkswagen Tiguan. Os consumos cumprem com o esperado: menos de 6 l/100 na versão 4×2 com 150 cv a diesel. Nas versões de tração integral com 150 e 190 cv os consumos sobem ligeiramente.

Com novas proporções e uma abordagem mais dinâmica, a redução da distância ao solo e a maior largura conferem-lhe uma postura mais dinâmica em estrada. Quando acoplados a uma caixa DSG7, os motores TDI atingem o pico da sua performance: passagens rápidas e precisas, sempre com a eficiência que estas caixas de dupla embraiagem nos têm habituado. No motor 1.6 TDI de 115cv não haverá caixa automática como opcional.

A posição de condução é mais baixa do que o esperado e está em linha com um familiar compacto, revelando mais uma vez um posicionamento dinâmico do modelo. Dentro do cockpit, agora mais focado no condutor, nada há dizer no que à qualidade dos materiais diz respeito: irrepreensível.

Prestações à altura

A versão mais potente do motor 2.0 TDI, com 190 cv, 400 Nm de binário e sistema 4 Motion oferece, naturalmente, uma experiência de condução envolvente. Para além do incremento considerável de cavalos e binário, estando acoplado a uma caixa DSG de 7 velocidades, é um conjunto que proporciona aquilo que de melhor pode oferecer este modelo. Acima desta proposta diesel, só mesmo a motorização 2.0 TDI Biturbo de 240 cv e 500 Nm.

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GTE e versão de 7 lugares em 2017

A plataforma MQB II privilegia os modelos híbridos plug-in e como tal, era de esperar uma versão que respondesse à altura, o sigla GTE vai chegar ao Tiguan em 2017. A versão “long wheel base” vai oferecer 7 lugares e chega ao mercado no segundo semestre de 2017, revelando outra das vantagens da plataforma MQB 2.

Preços – valores sujeitos a alteração pelo importador

Gasolina
1.4 TSI 150 cv 4×2 (Comfortline) – 33.000 euros
1.4 TSI 150 cv 4×2 DSG6 (Comfortline) – 35.000 euros

Diesel
1.6 TDI 115 cv 4×2 (Trendline) – 33.000 euros (encomendas a partir de maio)
2.0 TDI 150 cv 4×2 (Comfortline) – 38.730 euros
2.0 TDI 150 cv 4×2 DSG7 (Comfortline) – 40.000 euros
2.0 TDI 150 cv 4×4 (4Motion) DSG7 (Highline) – 42.000 euros
2.0 TDI 190 cv 4×4 (4Motion) DSG7 (Highline) – 46.000 euros
2.0 TDI Bi-turbo 240 cv 4×4 (4Motion) DSG7 (Highline) – 48.000 euros

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