O Renault Sandero RS é o «pocket-rocket» ao qual não temos direito

O Renault Sandero RS está disponível apenas para os mercados da América Latina. Simples, leve, com caixa manual e motor 2.0 atmosférico a fazer lembrar os bons velhos tempos. Vamos sambar?

É o pocket-rocket mais potente? Não. Está carregado de tecnologia? Nem por isso. Tem uma caixa de dupla embraiagem de última geração com patilhas no volante? Ainda bem que não. O Renault Sandero RS é um pocket-rocket dos tempos modernos, sem (quase) tudo aquilo que dos tempos modernos poderia ter recebido. Uma criação da divisão desportiva da Renault, aqueles senhores da Renault Sport. Já ouviram falar?

Na verdade este é o primeiro modelo a ser desenvolvido pela Renault Sport fora da Europa. Não é tão rápido quanto o seu primo direito, o Renault Clio RS, nem certamente tão “bom rapaz”. Mas debaixo do capô tem um motor a gasolina de boas famílias: um 2.0 atmosférico com 145 cv, um demónio que assombra o downsizing.

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No exterior há elementos que denunciam a sua veia desportiva, como as jantes de 17 polegadas, difusor e spoiler traseiros, dupla ponteira de escape e os autocolantes que a Renault Sport gosta de usar. O Renault Sandero RS recebeu também suspensão desportiva, travões de disco atrás e claro…o sempre interessante botão R.S que permite alternar entre três modos de condução: standard, sport e sport plus. Neste último o controlo de tração e de estabilidade são desligados.

É balístico? Claro que não. A aceleração dos 0-100 km/h nuns honrosos em 8 segundos e a velocidade máxima é de 202 km/h. Mas isso não interessa, o que interessa é a simplicidade do que “temos” em mãos. O preço é o que faz dele um pedaço de diversão ainda mais apetecível: R$58.880 (€13.400). A nós, restam-nos os vídeos e as imagens do Renault Sandero RS. Têm a certeza que não querem lançar um Dacia Sandero RS na Europa?

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