Um passeio pelo Salão autoClássico Porto 2015

O XIII Salão autoClássico Porto 2015 foi um verdadeiro regalo para os apaixonados por automóveis clássicos e lendas motorizadas. Nesta parceria entre a afável gente do norte e muitos aficionados espanhóis, o salão foi um sucesso.

O que distingue o autoClássico do Porto de outros salões de automóveis clássicos? Poderíamos ficar apenas pela dimensão do salão em si, mas às vezes quantidade não é qualidade. O Salão do Porto não só é gigante dadas as dimensões do recinto da Exponor, é gigante pelas raridades trazidas pelos expositores, que nos transportam para um mundo à parte dentro do mundo dos clássicos. Quem lá esteve de 2 a 4 deste mês sabe bem do que falo…

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Com uma estrutura de seis pavilhões e duas ruas de acesso, algumas máquinas deram lugar a um magnífico desfile que surpreendeu a todos os níveis.

Numa visão geral do que foi este Salão, começamos pelo Pavilhão 1 onde o mercado de peças e retromobilia nos deixou logo perplexos, tal foi a quantidade de expositores. Para quem procura edições especiais de colecionador da imprensa automóvel, também não pode dizer que a oferta não era generosa. Com o orçamento certo não seria difícil um petrolhead perder-se qual mulher num centro comercial.

Se coleccionam miniaturas e não foram, então nem imaginam o que perderam. Era possível encontrar “quase” qualquer automóvel em diversos níveis de detalhe, escala e preços. Os modelos com pedigree de competição encheram a maioria dos expositores e a minha vontade era comprá-los todos…

Nos Pavilhões 2 e 3 o foco foi a exposição de automóveis e foi sobretudo nesta zona, que dêmos por nós quase a entrar num universo paralelo. O recheio de clássicos de sonho é tão eclético e de tamanha qualidade que chega a ser penoso tirar os olhos de um automóvel para nos começarmos a babar por outro.

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Como se não bastasse estarmos rodeados de clássicos de sonho, este Salão autoClássico de 2015 estava recheado de comemorações relativas a efemérides que são muito especiais para “aficionados” com nós. Com aniversários para todos os gostos, nem nos atrevemos a não destacar os festejos dos 60 anos do Fiat 600 e do famoso Citroën “boca de sapo” que também soprou as suas 60 velas e foi a estrela maior do Salão devido à presença massiva do DS.

Mas a Peugeot foi a marca que mais motivo teve para festejar: não é todos os dias que se comemoram 230 de existência, complementados com os aniversários dos 402 no seu 80º aniversário, os 60 anos do 403, 50 anos do 204 e os não menos importantes 40 anos do 604. Para os fãs da Mercedes-Benz, a celebração dos 60 anos do 190SL fez as delícias de muitos – até porque os nossos irmãos do país do lado fizeram o favor de trazer para o Porto um magnífico exemplar de um 190SLR.

A BMW também esteve bem representada para os 60 anos do Isetta. Porém, o 2002 Turbo e o M1 de Procar parecem ter roubado algum protagonismo ao pequeno Isetta. No stand da MG, o MGA foi rei a comemorar os seus 60 anos e podemos dizer que o leque de MG’s escolhidos era, no mínimo, “top” em todos os sentidos.

As efemérides encerram com os 105 anos da Alfa Romeo, marca muitíssimo bem representada em modelos, restauradores e peças. Aliás, o facto de termos um GTAm à venda num dos stands, era razão mais do que suficiente para nos levar até ao Porto.

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No Pavilhão 4 e 5 as emoções foram ao rubro, isto porque o autoClássico foi na verdade um show duplo num só. O palco do Motorshow possuía um circuito semi aberto entre estes 2 pavilhões, com vários carros e pilotos a fazerem as delícias dos espectadores. Se tivéssemos que eleger o ponto alto do Motorshow seria sem dúvida o domingo 4 de Outubro, pois o tetracampeão do Mundo de Ralis, Juha Kankkunen, marcou presença no circuito aos comandos de um Mitsubishi Lancer Evo X.

Na galeria 5, a presença de diversos clubes completa aquele que é o apoio aos proprietários de clássicos, com uma montra de automóveis não menos impressionante.

Culminamos o nosso tour pelo autoClássico do Porto 2015 no Pavilhão 6, transformado num “mero” parque de estacionamento recheado de magníficos clássicos. A presença de clássicos portugueses e a ajuda dos clássicos de espanhóis presentes, trouxe outra vida a este espaço. Citroën e Alfa Romeo foram, sem dúvida, as marcas que mais disputaram o palco das atenções.

No final o Salão cumpriu todas a expectativas e mal podemos esperar pelo autoClássico Porto de 2016, pois este foi um regalo em todos os sentidos! Até para o ano.

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