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As empresas estão a comprar carros. Mas quantos?

Tem sido dito que as empresas são as responsáveis pelo crescimento do mercado. Mas o que é que mostra a decomposição das vendas de carros? É preciso olhar para todos os lados do prisma.

Já quase há um ano seguido que se estão a vender mais carros. Como se diz na gíria do comércio, o mercado está a crescer.Então desde o início deste ano, ainda mais.

Como existe uma percepção de que o particular não está a comprar, tem-se dito que são as empresas as responsáveis por estas aquisições. E, a partir daí, aparecem vários números.

Todos os dias alguém diz algo como: “se não fossem as empresas, não sei como é que estaria o mercado”. Mas o que é que são as vendas às empresas? Tudo o que não são facturas passadas em números fiscais começados por 21? As vendas de renting e leasing? Os rent-a-car? Então e os veículos de demonstração do retalho das marcas?

A verdade é que não existem dados fiáveis sobre as vendas a empresas, como existem noutros países. Só por extrapolação ou por um trabalho de compilação marca-a-marca é que é possível saber alguma coisa. Mas vale a pena olhar para a decomposição do mercado.

Quanto às facturações por número fiscal, o melhor é esquecer. Os dados existem – através do registo de propriedade – mas não são tornados públicos.

O renting e o leasing são opções de financiamento tradicionalmente utilizadas pelas empresas, que dão uma ideia de como estão as compras neste canal. Cada um deles vale perto de 16% do mercado automóvel total, pelo que temos aqui um terço das vendas de carros em Portugal.

parque automóvel portugal fleet magazine 2

O Rent-a-car é um canal muito específico. Em primeiro lugar é sazonal, com as compras concentradas na Páscoa, Verão e Natal. Além disso, parte do seu próprio modelo de negócio faz com que os carros libertados não sejam vendas. São alugueres e depois do aluguer entram para o mercado de usados. E, por último, os destinatários da utilização dos carros de rent-a-car são os particulares. Daí que mesmo os importadores nem sempre contem com o RaC (é este o acrónimo) como vendas a empresas.

Há ainda o parque dos próprios importadores que inclui as viaturas de demonstração, já matriculadas, mas ainda não vendidas ao cliente final, seja ele empresa ou particular.

Até aqui temos um terço do mercado destinado às empresas. Os números que costumo ouvir caminham sempre para os 60% e já ouvi falar em 70 por cento. Numa compilação que fiz directamente às marcas, o final de 2013 dava 49 por cento de vendas às empresas, em média por todas as marcas. Há umas que vendem muito, há outras que vendem menos, mas é este o número.

De onde aparece o resto? Basta pensar no tecido empresarial do país e algumas circunstâncias específicas de grandes frotistas. As pequenas e micro-empresas ainda compram muito a crédito e por financiamento próprio. E mesmo alguns grandes frotistas, por razões diferentes entre si, mas sempre bem estudadas, preferem comprar a pronto.

É assim que aparecem estes números. As empresas valem cerca de metade do mercado. Nada indica que a proporção alterou significativamente. Assim, as empresas estão a comprar. Mas os particulares também. Os particulares sofreram com a crise. E as empresas também.

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