Toyota TE-Spyder 800, o excitante cruzamento de um Prius com um MR2

O Toyota TE-Spyder 800 é o prometedor fruto do que acontece quando cruzamos o Toyota Prius, um paradigma de credenciais “verdes”, mas mestre em provocar bocejos, com o Toyota MR2, um pequeno, focado e divertido sports car que muitas saudades deixou.

A dedicação dos engenheiros da Toyota Engineering Society (uma equipa de engenheiros dedicada à adopção de novas tecnologias) é notável. Construído fora de horas e por iniciativa própria, o Toyota TE-Spyder 800 tem como premissas e objectivo de mudar a percepção dos automóveis híbridos, adaptando a tecnologia já conhecida no Prius, de forma original e inovadora. E nada melhor do que um desportivo, para olhar os híbridos sobre uma nova luz.

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Dado a conhecer no Tokyo Auto Salon, por baixo da pele verde do Toyota TE-Spyder 800 e bem disfarçado, encontra-se um Toyota MR2. Descontinuado em 2007, sem ter tido sucessor, o MR2 foi o último dos desportivos da Toyota, até à chegada do GT86 em 2012. Tratava-se de um pequeno roadster, com motor central traseiro e peso abaixo da tonelada. Os 140cv não permitiam performances elevadas, mas a dinâmica era viciante, um automóvel talhado para todos os “esses” que o alcatrão poderia oferecer, um verdadeiro drivers car. Fundações sólidas para o TE-Spyder 800, sem questão.

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A fusão com o Prius acontece a nível mecânico. O 1.8 de 4 cilindros do MR2 sai de cena, dando lugar ao 1.5 (da família NZ) do Prius de 2ª geração. Curiosamente, não se trata da variante de ciclo Atkinson, mas sim o mais comum ciclo Otto (código 1NZ-FE), garantindo números mais sumarentos de potência e binário. Obtém-se 116 cv às 6400 rpm, com algum trabalho extra no sistema de admissão e escape. O atual Prius de 3ª geração fornece o motor elétrico de 102 cv, posicionado em transaxle, e acoplado a este está a transmissão E-CVT. As baterias ficam confinadas ao túnel presente no chão da plataforma, garantindo um baixo centro de gravidade e uma distribuição de pesos mais eficaz.

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Apesar do aparato tecnológico, este protótipo único fica abaixo da tonelada. As performances revelam-se já condimentadas, com os 0-100km/h a serem despachados em 5.8 segundos. Também podemos encontrar no Toyota TE-Spyder 800 o sistema de carregamento de baterias do Prius plug-in, com ficha incorporada, mas não foram anunciados autonomia, consumos ou emissões.

Se os engenheiros conseguem construir isto fora de horas, reaproveitando componentes do vasto império Toyota, quais seriam os resultados se se tratasse de um projecto oficial? Desde o lançamento do GT86, que a Toyota tem tentado apagar a imagem de marca aborrecida e enfadonha, com os seus novos modelos a apostar em maior diferenciação estética e dinâmica mais apurada. Os rumores sobre mais desportivos na marca ainda continuam, como o anunciado sucessor do Supra, que deverá nascer da parceria com a BMW. Mas abaixo do GT86, existe espaço para um sucessor do entusiasmante MR2, e os rumores abundam. Poderia ser o Toyota TE-Hybrid 800 um primeiro vislumbre do novo sports car?

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Como nota final, o nome do Toyota TE-Spyder 800 remete para o primeiro desportivo da Toyota, o pequeníssimo e ligeiríssimo Toyota Sports 800, lançado há praticamente meio século, em 1965. Também este foi construído com o reaproveitamento de componentes de outros modelos com funções mais familiares e utilitárias da Toyota, pelo que os números associados ao desenvolvimento e produção de algo nos moldes do Toyota TE-Spyder 800 até poderiam bater certo.

Mas esqueçam a E-CVT!

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