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Um dia na companhia da Mercedes-Benz

Juntamo-nos ao Road Show Mercedes-Benz, um evento onde o chiar dos pneus se cruza com o prazer de conduzir, e numa quinta-feira onde o sol brilhava, fizemos-nos a estrada numa caravana de 8 veículos onde nem o frio fez frente aos cabrios.

Tive o prazer de começar e acabar o dia da mesma maneira, aos comandos de um descapotável. Infelizmente, nenhum deles era o SLS, mas independentemente de ter ou não a possibilidade de conduzir o Muscle Car alemão arraçado de gaivota, diverti-me à mesma.

E mais, porque à nossa disposição estavam apenas viaturas a diesel. Sim, diesel! Não é preciso extraditarem-me porque asseguro-vos que existiam dois animais neste pequeno rebanho que ao mais pequeno deslise nos deixariam com o cabelo em pé e com um monte de polícias loucos por nos passarem um postal de natal.

Coincidência, ou não, os únicos policias por que passei ou estavam de bicicleta ou a tomar café. Mas independentemente de os policias estarem ou não dispostos a perseguirem-nos, o que interessa é que a diversão ao volante de um diesel é possível. Mas já lá chegamos… Comecei o dia com Classe E 250 CDI Cabrio, obviamente com a capota escondida e o ar-condicionado a criar ambiente.

Uma viatura espetacular em termos de conforto, design e com a capota de lona aberta temos uma ampla vista para o exterior. O motor satisfaz quase todas as necessidade, embora os mais de 1.800 kg tenham um efeito negativo na performance.

O Classe E Cabrio lá por ter um design desportivo não o pode ser tratado como tal, pois os 125 Kg de peso a mais que o coupé fazem toda a diferença. Portanto se procuras um cabrio que seja poupado, desportivo e ao mesmo tempo sexy tens que continuar a ler este texto.

Entretanto, lá chegou a altura de trocar de viatura. Saltei para o volante do CLS 350 CDI que sem aviso prévio me roubou a atenção de todos os pormenores, transportando-me para um mundo repleto de velocidade e binário. Por isso, peço desculpa mas não me lembro de grande coisa.

Sei apenas que é um dos melhores motores diesel que eu alguma vez experimentei, o chassi é perfeito e mesmo fazendo 6,2 segundos dos 0 aos 100 km/h a forma como o motor de 3 litros V6 debita a potência é de deixar qualquer um encastrado no banco. A suspensão é fenomenal, é confortável, dinâmica e consegue absorve quaisquer imperfeições do piso, e o melhor é que não se comporta como uma gelatina nas curvas, ou seja, não somos agitados como se fossemos um Cocktail.

Mas como nem tudo é perfeito, o seletor de mudanças Direct Select, localizado ao lado volante, é absolutamente inútil e odeio-o profundamente. É a única coisa irritante neste carro, assim sendo, Mercedes que tal um seletor normal, quem sabe… na consola central? Mas como existiam mais carros decidi deixar esta beleza (fui obrigado, mas enfim) e passei para o «monstrinho» GLK.

Este SUV disponha de um motor 220 CDI, que sinceramente me deixou surpreendido: Tem genica na estrada mas não passa de um carrinho de compras. O seu exterior torna-se bonito quando equipado com pack desportivo e jantes AMG de 20″, mas mesmo assim, não será a melhor escolha no seu segmento. O BMW X3 mostra-se mas interessante em todos os aspectos…

O seu interior é amplo e tem também uma boa posição de condução, contudo, é um pouco aborrecido, o que me leva a pensar que foi desenhado por uma pessoa sem ideias que naquele dia de trabalho apenas tinha uma régua.

Felizmente, a volta foi curta e rapidamente saltei para os comandos do «pequeno» gigantesco Classe A, onde o seu novo chassi nos transmite uma sensação de ser um pequeno rebelde debaixo do seu disfarce de cromo.

Não é tão bom em termos de dinâmica em comparação ao novo BMW Serie 1, mas em conforto e atrevo-me a dizer em design, consegue ser ligeiramente melhor. O seu desenho mais juvenil, mais desportivo consegue assim atrair uma clientela mais vasta que faz dele um carro muito procurado, estando a registar um número de vendas recorde.

Mas o mundo continua a rodar e para meu encanto estava na altura de voltar aos cabrios, à minha espera estava um SLK 250 CDI, que nas estradas sinuosas da serra de Sintra se mostrou um verdadeiro desportivo. Após escassos metros senti-me confiante e num ato de bravura ou talvez de ignorância, desliguei o controlo de tração. Esta ação libertou a traseira e deu-me a oportunidade de me divertir.

Não o vou considerar um F1 mas para um motor de 2.2 litros tem força para dar e vender. Dos 0 aos 100km/h leva apenas 6.5 segundos, mas isto não é tudo, com os 204cv a beber apenas 5l aos 100km torna-se potente e económico, uma associação quase impossível e rara. Fiz uma condução pelo que podem ver bem «puxada», onde não faltaram derrapagens e inúmeros kick down, ou seja, uma condução super-desportiva com a média a não passar dos 8,5 l/100Km.

Diversão não falta ao volante, conforto também não, e embora o assento abane um bocado, a dinâmica de condução é soberba e sinceramente adequa-se às necessidades daqueles que procuram diversão e poupança, com preços a começar nos 47.100€ para a versão 2.0 a gasolina e 50 mil euros para a versão testada.

Para os mais puristas, existe também a versão SLK 55 AMG com um preço base a situar-se nos 106 mil euros. Este vem equipado com um motor V8 capaz de cumprir a corrida dos 0-100Km/h em apenas 4.2 segundos. Mas para mim, o SLK 250 CDI é um dos melhores cabrios à venda nos dias de hoje, e por este preço, o que querem mais?

 

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