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Crise: Renault a ponderar deslocalizar a produção para fora da Europa

A crise e a falta de competitividade do espaço europeu estão a condenar as empresas e os trabalhadores do setor automóvel
O ar na Europa está cada vez mais difícil de respirar para as empresas do sector automóvel. Agora foi a vez da Renault, por intermédio de Carlos Tavares – português que é o nº2 a nível mundial da marca francesa – e do Grupo PSA (Citroen-Peugeot), representada pelo seu vice-presidente Denis Martin, reportarem ao Governo Francês as dificuldades por que ambas as construtoras estão a passar devido à sua produção estar localizada em França. 
Uma posição que faz lembrar aquela que há semanas foi tomada por Sergio Marchionne, CEO da Fiat, ao dizer que a Fiat já não é mais uma marca italiana, é um marca do mundo, e que por conseguinte tem de localizar a sua produção onde esta for mais rentável. Lembrando que competitividade da industria não se compadece com patriotismos.
Carlos Tavares foi mais longe e apresentou números concretos ao executivo francês. O modelo mais vendido da marca francesa, o Clio, fica mais barato em 1300€ se for produzido na Turquia do que nas fábricas francesas da marca. Depois da batida em retirada de território europeu, por parte da Mitsubishi, noticiada por nós na semana passada (ver aqui) será que estamos perante mais um anúncio de fecho de fábricas em território europeu?
Quando vêmos estes cenários, é impossível não pensar no futuro da AutoEuropa em território nacional. Até quando manter-se-à por terras lusitanas?
Uma coisa é certa, muito vai mudar no panorama da industria automóvel mundial nos próximos anos, como já tivemos oportunidade de noticiar aqui e aqui. E no final, nada mais será como antes…

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