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FIAT: Marchionne de olhos postos no Grupo PSA…

Sergio Marchionne, CEO da FIA, quer adquirir o grupo PSA. Será desta?

Não é novidade para ninguém que Sérgio Marchionne, CEO da Fiat, tem feito tudo o que pode para conseguir adquirir o Grupo PSA (Peugeot/Citroen). As coisas acalmaram um pouco nos últimos tempos enquanto Marchionne andou entretido a adquirir a Chrysler – sem gastar um tostão(!) – e a montar por conseguinte, da noite para o dia, uma rede de distribuição no EUA para escoar os modelos italianos que bem entender, utilizando a capacidade já instalada da Chrysler. Mas agora que o Sr. Marchionne já fez o que tinha a fazer lá para os lados das terras do Tio Sam, os holofotes estão novamente voltado para a eventual aquisição do grupo PSA.
Numa entrevista cedida esta semana à Automotive News, Marchionne confessou que “dará certamente uma vista de olhos” à PSA, dando a entender que o sector precisa urgentemente de um novo gigante industrial para atacar os massivos 23.3% de quota de mercado que a Volkswagen detém actualmente. Menos de 24h depois, seria a vez de Frederic Saint-Geours, presidente do Grupo PSA, comentar as declarações do seu homologo italiano, mostrando abertura para uma eventual fusão, “estamos abertos a propostas” desde que “encontremos o parceiro certo”, reiterou.
Até quando as sinergias serão «meramente» pontuais? 
Haja fusão ou não, a verdade é que a situação começa a estar complicada para os lados da PSA, ou não fossem o único grupo francês ainda sem parceiro. A Renault antecipou-se e encontrou a sua cara metade nos japoneses da Nissan… E não é que as coisas têm corrido bem?
Depois, para além da questão das quotas de mercado, há também a questão dos custos de pesquisa, desenvolvimento e poupanças em escala só possíveis num grande grupo. E a verdade é que a PSA sozinho pouco pode fazer contra o grupo VW. Até 2016, a Volkwagen já tem em curso um plano de investimento em inovação e desenvolvimento na ordem dos 63 biliões de Euros. Números que contrastam com os bem mais modestos, mas igualmente impressionantes, 3.7 biliões de euros anuais que o grupo PSA tem investido em média nos últimos anos. E este é de facto, o aspecto em que os analistas põem o acento tónico: ou os restantes grupos automóveis conseguem inovar à velocidade do Grupo Volkswagen ou então, no futuro, teremos um mercado automóvel ainda mais polarizado.
Sérgio Marchionne está certamente consciente dessa realidade, tanto assim é que o jornal La Repubblica, citando fontes internas, já veio garantir que a família Agnelli, principal acionista do Grupo Fiat, já está eventualmente a preparar um aumento de capital de 2 biliões de euros no sentido de preparar o caminho para a fusão com a PSA. 
Ao contrário da fusão com a Chrysler, que apanhou o mercado de surpresa, a união com PSA já é, como dizia à pouco,  comentada há mais tempo. Os dois grupos já trabalham juntos há mais de 30 anos e dividem a produção de alguns modelos (ver foto). Se o negócio se vier a concretizar o Grupo Fiat, juntamente com a associação ao construtor norte-americano Chrysler e com a união aos franceses da PSA, tornaria o grupo Italiano fortíssimo, capaz de enfrentar empresas já consolidadas no mercado como é o caso da Volkswagen ou da Toyota de igual para igual.
Agora é esperar para ver… e saber se é desta! 

Fonte: Auto News

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