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Mazda MX-5 2014: O regresso às origens

Falar da marca japonesa Mazda é falar obrigatoriamente do seu icónico modelo MX-5 – também conhecido por Miata nos Estados Unidos ou por Eunos no Japão, um modelo que conquistou “a pulso” um lugar cativo no Olimpo dos carros de culto.

Lançado em 1989, o pequeno Mazda MX-5 deve esse estatuto à receita que esteve na sua origem, e que não era mais do que a reinterpretação japonesa daquela que era a receita dos roadster britânicos:  Baixo peso, tracção traseira, excelente distribuição de massas e um pequeno mas voluntarioso motor de 1.6 litros a gasolina, a que se juntou a reconhecida fiabilidade japonesa.

Foram os condimentos que bastaram para fazer renascer o quase extinto na década de 80′ segmento dos roadster e criar um best-seller. O resto é história e muitas horas de diversão ao volante de um carro que se conduzia como um kart.

Porém, algures entre a primeira versão do pequeno MX-5 e os dias de hoje, o conceito original foi perdendo força ao ponto de o actual MX-5 pouco ter que ver com o seu antecessor. As preocupações com o peso deram lugar às preocupações com o conforto e com isso perdeu-se a aura de pequeno carro de corridas apto para o dia-a-dia. O MX-5 de hoje, apesar de mais potente e infinitamente mais rápido que o primeiro MX-5, também é infinitamente mais aborrecido…

Conscientes desse facto e de acordo com os nossos colegas da AutoCar, na próxima geração do modelo a Mazda promete regressar ao conceito original e tentar deixar de fazer do MX-5 aquilo que ele nunca deveria ter sido: um carro de “gente crescida” todo “penteadinho” e cheio de compromissos.

Fonte interna da marca, em declarações à publicação inglesa afirma que o próximo “Miata” será equipado com uma motorização SkyActiv, assente numa plataforma-S. Uma plataforma reconhecida pelas suas preocupações com o peso, e que promete trazer o pequeno MX-5 de volta às origens. A fonte da marca aponta como objectivo da Mazda conseguir atingir os 1000kg de peso. Uau…

A batalha pela redução de peso vai ser feita em várias frentes, e umas serão consequências das outras. Com uma unidade motriz mais pequena e uma carroçaria mais pequena, também elementos como as suspensões, transmissão, travões e restantes elemento mecânicos acompanharão a tendência de “downsizing”.

Ainda nada é oficial mas a confirmarem-se estes números à junção de uma pequena unidade de 1.3 litros turbinada à equação, então temos maquinão! Perdão(!)… carro, temos carro. Um pequeno grande carro!

Quanto ao design, é de esperar que o pequeno MX-5 siga a linguagem das mais recentes criações da marca nipónica apelidada de “KODO” (“a alma do movimento”), como é o caso do já aqui falado Mazda Takeri… Palavras estranhas à parte, a verdade é que, desde que a palavra diversão encontre novamente no MX-5 um parceiro, pouco nos importa o resto. Venha ele leve e moderadamente potente como o primeiro! Porque as palavras… Essas leva-as o vento!