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Lancia Delta Evo-e. Também eletrificaram o Delta HF Integrale

Anunciado há quase meio ano, a GCK Exclusiv-e revela agora o seu controverso Delta Evo-e, a modificação e conversão do mítico Lancia Delta HF Integrale para elétrico.

Nada é sagrado. Têm sido mais que muitos os exemplos não só de restomod, como de conversão de modelos históricos ou icónicos para elétricos e a primeira criação da GCK Exclusiv-e, o Delta Evo-e é apenas o exemplo mais recente.

Anunciado há praticamente meio ano, a empresa fundada por Guerlain Chicherit, piloto francês de rali e ralicross, revela agora as primeiras imagens e especificações do seu Delta Evo-e, fundamentalmente um Delta HF Integrale… elétrico.

Terá duas versões, ambas limitadas nos exemplares a produzir. A primeira, simplesmente denominada Evo-e, será produzida em 36 exemplares, enquanto a segunda, denominada Evo-e Rallye, mais especial (já lá iremos), será produzida em meras 11 unidades.

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Todos os 47 Lancia Delta HF Integrale passam pelo mesmo processo. Começam por ser restaurados (decapagem da carroçaria, adição de reforços e aplicação de proteção anticorrosão), sendo posteriormente adicionados itens em fibra de carbono como o splitter dianteiro, as saídas de ar nos guarda-lamas dianteiros, o spoiler traseiro e difusor.

O interior recebe novos revestimentos em Alcantara com pespontos num contrastante laranja, um novo volante da Momo e bancos dianteiros da Recaro, um novo sistema áudio da Blam, e, por fim, até vem com um sistema de infoentretenimento com ecrã tátil da Alpine, mas retrátil, de modo a que este pedaço de tecnologia do séc. XXI não choque com o aspeto original do tabliê cujas origens remontam a quatro décadas.

Delta HF Integrale… mas elétrico

Comum a ambas as versões é a cadeia cinemática e chassis. O motor 2.0 l bialbero “salta fora” e no seu lugar passa a existir um motor elétrico com 147 kW (200 cv) de potência de pico (e 350 Nm de binário) e 90 kW (122 cv) de potência contínua (e 200 Nm de binário), capaz de girar a 8000 rpm.

Os 200 cv de pico estão em linha com o modelo original, cuja potência andou entre os 177 cv e 215 cv dependendo da versão. A GCK Exclusiv-e anuncia 6,6s nos clássicos 0 aos 100 km/h.

Curiosamente, o Delta Evo-e mantém a caixa manual de cinco velocidades do modelo original (as três primeiras relações podem ser opcionalmente reforçadas), como mantém a tração às quatro rodas, com 53% da força a ser enviada para o eixo traseiro.

A alimentar o motor elétrico temos uma bateria pequena para o que estamos acostumados a ver hoje em dia, com apenas 30 kWh de capacidade, o que garante 200 km de autonomia. Sendo uma bateria modesta, faz com que ganhe apenas 100 kg em relação ao modelo original: 1440 kg contra 1340 kg.

A estrutura foi revista para oferecer maior rigidez, as vias foram alargadas, a suspensão foi revista (amortecedores reforçados) e rebaixada com novas molas e o sistema de travagem foi majorado (discos dianteiros podem ser de 284 mm à frente e pinças com um pistão, ou de 306 mm com pinças de seis pistões).

Lancia Delta Evo-e

O Lancia Delta Evo-e Rallye da GCK Exclusiv-e, além de ostentar uma decoração específica, inspirada na icónica decoração da Martini Racing (que se estende para o interior com pormenores em azul e vermelho), recebe ainda componentes em alumínio para o chassis, bancos ultraleves Sparco SPX em Alcantara com costas em fibra de carbono, e um sistema Quick Shift.

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Talvez o aspeto mais curioso do Evo-e Rallye é a entrega das chaves de cada um dos 11 exemplares estar a cargo de Didier Auriol, o piloto francês de ralis que foi campeão do mundo em 1994,e que também correu com o Delta durante três temporadas, até à despedida da Lancia do WRC em 1992. Assume agora o papel de embaixador desta nova empresa.

De momento não foram avançados preços para esta controversa, alguns dirão herética, modificação e conversão. A homologação destes Delta Evo-e é feita em França, mas a GCK Exclusiv-e fará a homologação noutros países a pedido.

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