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Kia Stonic ganhou linha GT Line e motorização «mild-hybrid». Convenceu?

Conduzimos o renovado Kia Stonic na inédita versão GT Line e na também inédita motorização mild-hybrid 1.0 T-GDI MHEV de 120 cv. Ficámos convencidos?

Apresentado ao mundo há quatro anos, o Kia Stonic passou recentemente por uma atualização e apresenta-se no mercado português recheado de novidades e com argumentos que prometem voltar a fazer com que faça “barulho” no segmento B-SUV.

Quando o “assunto” são pequenos SUV com personalidade vincada e muita tecnologia, há cada vez mais candidatos no mercado. Este segmento tem vindo a atrair cada vez mais atenções por parte dos clientes e, por consequência, dos construtores. E neste momento, para se ser protagonista, já não chega ser “ok”.

Conduzimos o renovado Stonic na inédita versão GT Line e com a novíssima motorização mild-hybrid a animá-lo. Mas será que ficámos convencidos? É precisamente a esta pergunta que lhe vou responder nas próximas linhas, com a certeza de que com estas novidades, o Stonic se apresenta na sua melhor forma de sempre.

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Kia Stonic GT Line
Mudanças estéticas são escassas e resumem-se a uma nova assinatura LED. © Thom V. Esveld / Razão Automóvel

Ainda tem estilo

Na mais recente atualização do modelo, a marca sul-coreana deu ao Stonic a assinatura GT Line, que se traduz num visual mais desportivo. A “culpa” é dos para-choques específicos, que integram três novas entradas de ar imediatamente abaixo da grelha dianteira, da iluminação LED (faróis dianteiros, traseiros e de nevoeiro) e das proteções cromadas.

A somar a tudo isto, as jantes de 17” que equipam esta unidade têm um desenho exclusivo do acabamento GT Line e as capas dos retrovisores laterais surgem agora a preto e podem combinar com a cor do tejadilho.

Kia Stonic GT Line
Kia Stonic GT Line conta com três entradas de ar (por baixo da grelha dianteira) específicas e apontamentos cromados nos para-choques. © Thom V. Esveld / Razão Automóvel

E por falar em tejadilho, este pode assumir duas cores distintas da carroçaria (preto ou vermelho), um opcional de 600 euros. Já a pintura metalizada convencional, de apenas uma cor, custa 400 euros.

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Mais tecnologia, mais segurança

No interior, as novidades passam pela adoção de um revestimento com efeito de fibra de carbono no tabliê; os bancos que combinam um revestimento em tecido preto e pele sintética; o novo volante — ajustável em altura e profundidade — em forma de “D” com couro perfurado e com o logótipo GT Line; e, claro, o reforço tecnológico de que foi alvo.

Kia Stonic GT Line
Volante em couro perfurado tem uma pega muito confortável. Detalhes cromados e o logótipo GT Line reforçam o caráter desportivo. © Thom V. Esveld / Razão Automóvel

Estes detalhes, juntamente com os pedais com capas cromadas, um apontamento exclusivo da versão GT Line, dão a este Kia Stonic uma envolvência visual mais desportiva e apelativa.

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A posição de condução convence plenamente e é bem mais desportiva (tradução: mais baixa) do que em alguns rivais do segmento. O volante tem uma pega muito confortável e os bancos oferecem um excelente suporte lateral, conseguindo, ainda assim, um bom compromisso entre apoio e conforto.

Kia Stonic GT Line
Bancos misturam pele sintética e tecido e oferecem um excelente suporte lateral. © Thom V. Esveld / Razão Automóvel

O interior deste Stonic convence do ponto de vista da ergonomia, do espaço e da forma — os comandos físicos para a climatização têm de ser celebrados. A qualidade de construção surge em bom nível, mas os materiais usados são quase todos bastante rijos ao toque, mesmo nas seções superiores.

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O ecrã de 4,2” presente no painel de instrumentos viu a resolução subir e isso melhorou significativamente a leitura das informações que lá são apresentadas. Ao centro, um novo ecrã tátil de 8” com um novo sistema de infoentretenimento que permite integração com o smartphone através dos sistemas Android Auto e Apple CarPlay.

Por falar em smartphone, e porque pedir não custa, um carregador sem fios na consola central seria muito bem vindo.

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E o espaço?

A capacidade da bagageira do Kia Stonic está fixada nos 332 litros e esse está longe de ser um valor de referência no segmento. Contudo, existem muitos espaços de arrumação espalhados pelo habitáculo (nas portas, na consola central à frente da alavanca da caixa e no apoio de braços).

Kia Stonic GT Line
Capacidade da bagageira do Kia Stonic está fixada nos 332 litros. © Thom V. Esveld / Razão Automóvel

Quanto ao espaço na segunda fila de bancos, é satisfatório, já que permite acomodar de forma relativamente confortável dois adultos. Ao centro é difícil sentar alguém, mas esse é um “mal” de que quase todos os modelos deste segmento sofrem. Montar uma — ou duas! — cadeirinha de criança no banco traseiro também não será problema.

No que ao equipamento diz respeito, este pequeno SUV apresenta-se em muito bom nível e oferece, entre outras coisas, comutação automática entre médios e máximos, câmara traseira de ajuda ao estacionamento, ar condicionado automático, espelho retrovisor interior com anti-encadeamento automático e chave mãos-livres.

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Kia Stonic GT Line © Thom V. Esveld / Razão Automóvel

Igualmente de série nesta versão são os sistemas de segurança como o assistente de permanência em faixa, sistema de travagem de emergência capaz de também detetar pedestres e ciclistas, aviso de atenção do motorista e assistente de arranque em subida.

Tecnologia MHEV é evolução evidente

A versão GT Line do Kia Stonic só está disponível com a inédita motorização 1.0 turbo T-GDi de 120 cv — diferente do motor 1.0 T-GDi de 2018 — associada a um sistema mild-hybrid (MHEV) de 48 V, que pode ser combinada com uma caixa manual de seis velocidades ou com uma caixa automática de dupla embraiagem de sete velocidades.

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O exemplar que testámos estava equipado com a caixa DCT de sete relações que mostrou estar num bom nível, permitindo uma condução despachada no trânsito da cidade, mantendo-se sempre muito confortável.

E para isso, muito contribui a motorização 1.0 T-GDi MHEV, que produz 120 cv de potência e 200 Nm de binário máximo (com caixa manual este valor cai para 172 Nm).

Kia Stonic GT Line © Thom V. Esveld / Razão Automóvel

O motor e a caixa oferecem ritmos vivos e permitem-nos explorar muito bem os 120 cv do motor, que surpreende, sobretudo nos regimes mais altos. E isso é uma excelente notícia em situações de ultrapassagem ou de retomas de velocidade.

E os consumos?

A Kia anuncia consumos médios de 5,7 l/100 km, um registo muito próximo dos 6 l/100 km que o computador de bordo assinalava no final do nosso ensaio de quatro dias com o Stonic.

Para este registo muito contribuiu o modo de condução Eco, que permite, na função velejar, desacoplar a transmissão do motor e desligar na totalidade o bloco tricilíndrico até aos 125 km/h, sendo que basta pressionar um dos pedais para o “acordar” novamente.

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Também importante para conseguir estes consumos é a ação regenerativa muito significativa, com um efeito travão/motor que se faz notar bastante, por vezes em demasia, o que prejudica ligeiramente a suavidade da condução.

Kia Stonic GT Line
Melhoria da resolução do ecrã de 4,2” no quadrante teve um impacto muito positivo na leitura das informações que lá são mostradas. © Thom V. Esveld / Razão Automóvel

O funcionamento do sistema, cuja bateria de polímeros de iões de lítio está montada sob o piso da bagageira, pode ser acompanhado através de um grafismo no computador de bordo.

Dinâmica convence?

O Kia Stonic tem um dos visuais mais divertidos do segmento, mas será que a dinâmica ao volante o acompanha? Bem, não esperem que este pequeno SUV sul-coreano seja o modelo com a condução mais envolvente do segmento, esse título continua a pertencer ao Ford Puma.

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O Stonic GT Line destaca-se antes pela facilidade de utilização, por ser muito despachado no cenário urbano e pelos consumos relativamente contidos. Mas uma coisa é certa, em estrada sente-se mais expedito do que as prestações denunciam: os 0 aos 100 km/h são conseguidos em 10,4s e alcança os 185 km/h de velocidade máxima.

Kia Stonic GT Line
Quando foi apresentado, o Stonic destacava-se pela forma original. E isso não mudou… © Thom V. Esveld / Razão Automóvel

É o carro certo para si?

Quando foi apresentado, o Stonic destacava-se pela originalidade das formas e por ser uma abordagem diferente ao conceito SUV. Mas num segmento em constante evolução, estas atualizações recentes já se impunham e são fundamentais para manter o pequeno SUV sul-coreano “em jogo”.

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Com a oferta tecnológica e de segurança reforçada, o Stonic apresenta-se com mais argumentos do que nunca, mas é a inédita motorização 1.0 T-GDi com caixa 7DCT suportada por um sistema mild-hybrid  48 V que faz mais diferença.

O Kia Stonic não só sai beneficiado por esta hibridização ligeira como pela presença de uma caixa automática, que faz maravilhas pela facilidade de utilização no trânsito denso da cidade.

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Kia Stonic GT Line
Assinatura GT Line também está presente na traseira. © Thom V. Esveld / Razão Automóvel

O Kia Stonic GT Line que aqui testámos é, de longe, o mais cara da gama Stonic e arranca nos 27 150 euros (a isto ainda é preciso somar o preço da pintura). É possível adquiri-lo por uma menor soma, aproveitando a campanha de financiamento que decorre, à data de publicação deste artigo.

A caixa 7DCT representa um acréscimo de 1500 euros relativamente à caixa manual, mas face ao valor prático que acrescenta é, a meu ver, uma opção quase obrigatória.

Preço

unidade ensaiada

27.750

Versão base: €27.150

IUC: €103

Classificação Euro NCAP:

  • Motor
    • Arquitectura: 3 cilindros em linha
    • Capacidade: 998 cm3
    • Posição: Transversal Dianteira
    • Carregamento: Inj. Direta, Turbo, Intercooler
    • Distribuição: 2 a.c.c., 4 válvulas por cilindro (12 válv.)
    • Potência: 120 cv às 6000 rpm
    • Binário: 200 Nm entre 1500-4000 rpm
  • Transmissão
    • Tracção: Dianteira
    • Caixa de velocidades: Caixa DCT de 7 velocidades
  • Capacidade e dimensões
    • Comprimento / Largura / Altura: 4140 mm / 1760 mm / 1500 mm
    • Distância entre os eixos: 2580 mm
    • Bagageira: 332 litros
    • Jantes / Pneus: 205/55 R17
    • Peso: 1260 kg
  • Consumo e Performances
    • Consumo médio: 5,7 l/100 km
    • Emissões de CO2: 129 g/km
    • Vel. máxima: 185 km/h
    • Aceleração: 10,4s
  • Garantias
    • Pintura e corrosão: 12 anos
    • Mecânica: 7 anos ou 150 000 km sem limite de km nos primeiros 3 anos
  • Equipamento
    • Faróis de nevoeiro dianteiros em LED
    • FCA (Forward Collision-Avoidance Assist) — Carros/Pedestres/Ciclistas
    • HAC (Hill assist control)
    • LFA (Lane Following Assist)
    • LKA (Lane Keeping Assist) + HBA (High Beam Assist) + DAW (Driver Attention Warning)
    • Ar condicionado automático
    • Banco do condutor com ajuste em altura
    • Banco traseiro rebatível 60/40
    • Bancos com revestimento misto de tecido e pele
    • Bluetooth mãos livres com reconhecimento de voz
    • Câmara e sensores de estacionamento traseiros com guias dinâmicos
    • Painel de instrumentos digital Supervision (4.2")
    • Coluna da direção de ajuste em altura e telescópica
    • Cruise Control com limitador de velocidade
    • Sistema de navegação c/ ecrã touchscreen de 8''
    • Sensor de chuva
    • Sensor de luz
    • Sistema de chave inteligente com fecho centralizado e botão start
    • Espelho retrovisor electrocrómico
    • Kit anti-furo
    • Pedais em aluminio
    • Volante "D-CUT" em pele perfurada
    • Volante e alavanca das velocidades em pele
    • Espelhos retrovisores aquecidos e com regulação elétrica à cor da carroçaria
    • Faróis LED (Multi MFR)
    • Grelha frontal com acabamentos cromados
    • Jantes de liga leve 17"
    • Luzes direcionais em curva
    • Luzes diurnas LED
    • Luzes traseiras LED
    • Piscas incorporados nos retrovisores
    • GT Line Pack (Para choques e grelha desportivos, difusor e dupla ponteira de escape, interior Carbon look)
    • Vidros traseiros escurecidos
Extras
Pintura metalizada bicolor — 600 €.
Avaliação
7 / 10
A renovação de que o Kia Stonic foi alvo faz-se sentir a vários níveis e as evoluções no campo da tecnologia e da segurança são muito apreciadas. Contudo, é a evolução do motor 1.0 T-GDi de 120 cv que mais protagonismo assume. A hibridização — ainda que ligeira, graças a um sistema de 48 V — assenta muito bem a este B-SUV, que tira ainda mais proveito dela quando é combinado com a caixa automática de dupla embraiagem com sete velocidades. Com uma imagem divertida, uma utilização versátil e consumos comedidos, o Stonic é, agora, uma proposta mais interessante do que era antes desta atualização. A condução continua a não ser a mais envolvente e a não permitir grandes exercícios movidos a emoção, mas este Stonic é despachado, ágil e muito "certinho". E isso, no meio da cidade, são atributos muito apreciados.
  • Consumos
  • Motorização
  • Caixa 7DCT
  • Equipamento
  • Capacidade da bagageira
  • Materiais algo duros
  • Preço (sem campanha)
  • Condução pouco envolvente
Sabe responder a esta?
Qual é a capacidade da bagageira do Kia XCeed PHEV?
Não acertou..

Mas pode descobrir a resposta aqui::

Agora também como híbrido plug-in. Testámos o Kia XCeed PHEV

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