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Elétricos

Farto de cabos nos veículos elétricos? Carregamento por indução está para breve

Se és daqueles que embirras com cabos, tanto nos telemóveis, quanto nos automóveis elétricos, avançamos-te que esse tempo está prestes a acabar. Dentro de dois anos vamos passar a carregar (também) os carros por indução!

A garantia surgiu por intermédio de Graeme Davison, vice-presidente daquela que é uma das empresas líder no desenvolvimento da tecnologia de carregamento por indução nos automóveis, a Qualcomm.

Em declarações durante o Grande Prémio de Paris do Mundial de Fórmula E, no final do mês Abril, este responsável anunciou que “dentro de 18 a 24 meses, será possível encomendar veículos elétricos equipados com tecnologia de carregamento por indução”.

Segundo Graeme Davison, o carregamento wireless poderá, inclusivamente, vir a estar disponível nas estradas, depois da empresa já ter demonstrado a sua viabilidade. Embora a aposta passe, em primeiro lugar, pela formas de carregamento por indução estática.

Como funciona?

De acordo com a empresa, a solução tem por base uma placa ligada à rede elétrica e instalada no piso, a qual emite campos magnéticos de alta frequência para o veículo. O veículo só necessita de estar equipado com um recetor que transforma esses impulsos magnéticos em eletricidade.

A Qualcomm tem, de resto, vindo a testar esta tecnologia, há já algum tempo, no Mundial de Fórmula E, mais concretamente, como forma de carregar as baterias das viaturas oficiais e médicas.

Tecnologia será mais cara… no início

Ainda segundo Davison, o carregamento por indução poderá ser ligeiramente mais caro que o sistema de carregamento por cabos, mas apenas no início. À medida que a tecnologia se disseminar, deverá passar a ser vendida a preços idênticos aos da solução por cabos.

Os fabricantes controlam o preço, mas também têm dado mostras de que querem que o valor de aquisição dos sistema de carregamento por indução sejam idênticos aos das soluções plug-in. Vai depender do fabricante, ainda que, nos primeiros anos, o mais certo seja que exista uma discrepância, com a tecnologia de indução a mostrar-se mais cara. No entanto, a partir do momento em que exista volume e maturidade suficientes, o mais certo é que não exista qualquer diferença de preço entre as duas formas de carregamento

Graeme Davison, vice-presidente para o desenvolvimento de novos negócios e marketing da Qualcomm

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